George Araújo, homem que matou a garota Kerolly, será submetido ao Tribunal do Júri

George será julgado apenas pelo homicídio da menina Kerolly. O juiz Leonardo Fleury avalia que os indícios demonstram que a intenção do acusado era apenas atingir Sinomar, seu desafeto, e não tirar a vida das irmãs

Foto: Edilson Pelikano

Foto: Edilson Pelikano

Justiça definiu nesta quarta-feira (2/7) que George Araújo de Souza, homem que efetuou os disparos que atingiram a garota Kerolly, após discussão com o pai da criança, será submetido ao Tribunal do Júri.  George será julgado apenas pelo homicídio da menina Kerolly, sem nenhuma qualificadora. O juiz Leonardo Fleury avaliou que os indícios demonstram que a intenção do acusado era apenas atingir Sinomar Firmino Lopes, seu desafeto, e não tirar a vida das irmãs.

No dia do crime, Sinomar foi até a pizzaria de George para tirar satisfação, diante da informação de que o comerciante teria comprado uma arma para matá-lo. Chegou lá de carro, com as filhas e as orientou que permanecessem dentro do veículo. Os dois iniciaram a discussão e George sacou a arma. Neste momento as filhas de Sinomar saíram do veículo para tentar proteger o pai quando Kerolly acabou sendo atingida com dois disparos.

Kerolly faleceu no dia 6 de maio de 2013 por falência múltipla dos órgãos no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Ela foi atingida por dois disparos de arma de fogo, um na cabeça e outro na perna.

Fleury ressaltou que não há como acatar o argumento de que o acusado tenha agido por vingança, uma vez que tenha sido o pai de Kerolly quem procurou George para tirar satisfação. “Sinomar agiu premeditadamente. Deixou o carro distante da pizzaria, entrou no estabelecimento com a porta abaixada, ou seja, não aberto ao público, e procurou pelo acusado. Iniciaram a discussão e, apesar das várias tentativas para que Sinomar saísse do local, inclusive a pedido do próprio acusado, o mesmo não o fez”, avaliou.

O fato de o pai aparecer após o primeiro disparo ocorrido na calçada, tentando se proteger colocando sua filha para servir de escudo foi observado pelo juiz que o comportamento do pai foi determinante para o desfecho do ocorrido.

“A resistência de Sinomar para deixar o local, seja pela ameaça feita pelo acusado com a arma de fogo para que fosse embora, seja com os pedidos insistentes e até puxões das filhas que tentavam tirar o pai do local, mostra o comportamento irresponsável dele, comportamento esse relatado pela sua ex-companheira, quando mantinham convivência”, frisou.

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