General Heleno silencia no STF; ao seu advogado, nega ter elaborado plano de golpe
10 junho 2025 às 12h37

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Durante o interrogatório do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional general Augusto Heleno pelo ministro relator Alexandre de Moraes da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) escolheu permanecer em silêncio. Réu no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Heleno tem o direito garantido pela Constituição Federal de não produzir provas contra si mesmo.
Matheus Milanezi, advogado de Augusto Heleno, comunicou a decisão ao relator ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. O general, entretanto, respondeu as perguntas do próprio advogado. Questionado pela defesa, Heleno disse não ter tido conhecimento prévio do plano intitulado ‘Punhal Verde e Amarelo’. Afirmou não ter lido ou participado da elaboração de uma minuta de golpe ou de plano para prender Moraes, tampouco para proclamar um estado de exceção.
Heleno faz parte do ‘Núcleo 1’ da suposta trama golpista. Em março, os ministros do STF acataram unanimemente a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) e tornaram os integrantes do chamado Núcleo 1 como réus no processo penal.
Além da tentativa de golpe de estado, os réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O colegiado é composto pelos ministros: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino.

