Ganhadores do Nobel fazem alerta sobre risco de “pandemia da fome”

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, a América Latina vive um dos piores cenários no mundo

Foto: Reprodução

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) recebeu o prêmio Nobel da Paz, nesta sexta-feira, 9, em razão dos esforços da agência “para combater a fome, por sua contribuição para melhorar as condições de paz em áreas afetadas por conflitos e por atuar como uma força motriz em esforços para prevenir o uso da fome como arma de guerra e conflito”.

A premiação serviu de alerta ao planeta sobre o impacto sem precedentes do coronavírus. A ONU que previa a erradicação da fome até 2030, teve suas projeções drasticamente alteradas após a pandemia do coronavírus. Agora, o salto no número de famintos nos locais onde a agência trabalha poderia ser de mais de 80% até o final de 2020, atingido um total de 270 milhões de pessoas em 83 países.

Para a entidade da ONU, o risco é de uma “pandemia da fome”. O PMA alerta ainda que o resultado será a transformação da crise sanitária numa crise social que ameaçaria a paz.

Corredor da fome

De acordo com o PMA, a América Latina vive um dos piores cenários no mundo. Mesmo que a entidade não inclua países como Argentina, Chile, Brasil e Mexico — por não operar nesses locais — ela estima que em 11 nações do continente 14 milhões de pessoas vão precisar ser socorridas pela distribuição de alimentos. Em 2019, esse número era de 3,4 milhões.

Na avaliação da entidade, o resultado dessa explosão de famintos pode ser um aumento da agitação social e dos protestos, dos fluxos de imigrantes, além de uma intensificação de conflitos e a subnutrição generalizada entre populações que antes eram imunes à fome. (Com informações do UOL)

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