Futuro ministro de Bolsonaro diz que Mais Médicos será revisto em 2019

Futuro ministro de Bolsonaro teceu críticas ao atual sistema e assegurou no próximo governo haverá mudanças

Futuro ministro da Saúde Luiz Henrique Madentta I Foto: Divulgação

O Ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, Luiz Henrique Madentta, anunciou nesta sexta-feira, 28, que o programa Mais Médicos, do Governo Federal, será revisto a partir do ano que vem. Madentta também estendeu críticas à forma com que o programa foi conduzido até o momento, chegando a considerá-lo repleto de “improvisações”.

Ele disse ainda que irá aguardar a conclusão das decisões tomadas pelo atual governo quanto a reposição dos mais de 8,5 mil médicos que deixaram o programa após a decisão tomada pelo governo Cubano, porém, declarou que já fizeram reuniões para debater o assunto.

“O entendimento deles começa de um jeito e muda. A característica desse Programa Mais Médicos é de improvisações, uma atrás da outra, desde o dia que ele foi instalado até o dia de hoje. O programa está vivendo uma crise das improvisações”, declarou Madentta.

O futuro ministro também criticou o modelo de distribuição dos médicos quanto ao grau de necessidade das regiões. Segundo ele, não há prioridade para o deslocamento de médicos para as regiões de difícil ocupação. Isso, segundo o Madentta, faz com que as localidades mais desenvolvidas recebam médicos antes daquelas que carecem ainda mais deste serviço.

Ele reforçou também que existem áreas com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto e que, em tese, não precisam de médicos estrangeiros. Depois, indagou: “Por que não começar pelas áreas de difícil provimento?”

O Ministério da Saúde ainda enfrenta dificuldades para repor as lacunas deixadas pelos cubanos. Tendo em vista o egresso de novos profissionais ao Mais Médicos, o prazo para escolha de vagas, por médicos formados fora do país que enviaram a documentação, foi prorrogado. A decisão permite que os brasileiros com formação no exterior selecionem os municípios de alocação até o dia 24 de janeiro.

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DIEGO OLIVEIRA GIMENES

Nao prorrogaram, e sim adiaram! E nao vao escolher “até” dia 24.. e sim escolher no dia 23 e 24 de janeiro.. muita coisa mal entendida ainda.. e muita enrolação e descaso com medicos formados fora do Brasil

Tonico

trabalho escravo, mal pago, unidades sem a menor estrutura, herança maldita do governo anterior que os médicos brasileiros estão lutando para consertar! tenham a decencia de apoiar estes abnegados que estao trabalhando sob coerção das prefeituras, em ambientes insalubres atendendo excesso de pacientes por imposições de gestores municipai pensando nas próximas eleições. Ponta Grossa – PR é o pior exemplo. onde secdenuncia isto???