Funcionários ameaçam “parar Educação de Goiânia” por falta de pagamento

Auxiliares de Atividades Educativas alegam não receber há 9 meses adicional previsto em edital e anunciam paralisação

Cerca de 700 profissinais da Educação de Goiânia ameaçam paralisar o serviço na capital por falta de pagamento de um adicional que não vem sendo pago pela gestão do prefeito Iris Rezende (MDB) há pelo menos 9 meses.

A demanda dos auxiliares de atividades educativas, récem-aprovados em um concurso do ano de 2016, diz respeito ao não recebimento de uma gratificação de cerca de R$ 300, previsto em edital. O salário-base da categoria é de R$ 1.043.

Em entrevista ao Jornal Opção, um profissional explicou que o auxiliar de atividades educativas tem função essencial nas unidades de ensino, sobretudo na educação infantil.

“Somos os responsáveis por atender as crianças na troca de turno dos professores das 11 horas às 13 horas. Sem nossa presença, a escola vai ser obrigada a dispensar as crianças. A Educação vai parar”, sentenciou.

Segundo explica o auxiliar, a função é contratualmente administrativa, mas demanda conhecimento pedagógico. Dessa forma, o pagamento do adicional, conforme o servidor, funcionaria como compensação para o “desvio de função”.

“Alguns colegas estão tendo que fazer cestas básicas e estamos até fazendo vaquinnha uns para os outros para manter pelo menos os alimentos em dia. Resolvemos criar um grupo e estamos dispostos a fazer uma paralisação de nossas atividades”, comentou. O ato está previsto para o próximo dia 5 de março.

Morosidade

Ainda de acordo com o auxiliar, a prefeitura exigiu que os profissionaris abrissem um processo na Secretaria Municipal de Educação (SME), o qual acabou sendo anulado pela própria pasta. Um segundo processo teria sido instaurado no Paço há mais de 50 dias, mas, ao menos até esta sexta-feira (2/2), a situação era a mesma.

A gestão informou aos profissionais que o pagamento ainda depende da edição de um decreto do prefeito Iris. O Jornal Opção entrou em contato com a assessoria de comunicação da SME, mas não obteve resposta.

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