Funcionária que desviou dinheiro do Ibama para lipoaspiração é condenada em Goiás

Marina Piau transferiu, por nove anos, mais de R$ 1 milhão para familiares e até para o porteiro do prédio em que morava

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Foto: Divulgação

A ex-servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Goiás Marina de Fátima Piau foi condenada por improbidade administrativa pela Justiça. O caso veio à tona em em 2008, após a ex-funcionária desviar R$ 1,28 milhão do órgão para fazer cirurgias plásticas. Cerca de R$ 50 mil do montante desviado, Marina Piau investiu em lipoaspirações em uma clínica de Goiânia e R$ 40 mil em tratamento odontológico.

O caso chamou atenção da mídia nacional porque as quantias desviadas entre 1998 e 2007 também foram transferidas para laranjas que eram parentes próximos. Marina Piau usou até a conta bancária do porteiro do prédio onde morava para repassar mais de R$ 340 mil.

A ação civil pública contra a ex-funcionária foi movida em conjunto pelo Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) e a Advocacia-Geral da União (AGU). Na época do desvio, Marina Piau era responsável pela Coordenação Financeira do instituto.

O juiz Leonardo Buissa Freitas, da 3ª Vara da Justiça Federal em Goiás, condenou Marina Piau à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, além de pagamento de multa fixada em duas vezes o valor do dano. Além dela, foram condenados quatro réus, cúmplices da servidora.

A ex-funcionária já havia sido condenada em 2008 a mais de cinco anos de prisão em regime semiaberto e também tinha perdido o cargo que ocupava após processo administrativo interno do Ibama em Goiás.

 

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