Frederico Jayme reponde Iris Rezende: “Sou um dos fundadores do PMDB”

Peemedebista que apoia a reeleição do governador Marconi Perillo e, inclusive, faz parte da equipe de campanha do tucano, diz que ex-prefeito tem sido desleal com sua legenda ao longo da história

Frederico Jayme: "Iris fala que saí do partido para ficar no TCE, como se esquecesse que para ser conselheiro não é permitido ser filiado [a partido político], e depois que saí do TCE, a pedido dele, retornei ao meu partido de origem” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Frederico Jayme: “Iris fala que saí do partido para ficar no TCE, como se esquecesse que para ser conselheiro não é permitido ser filiado [a partido político], e depois que saí do TCE, a pedido dele, retornei ao meu partido de origem” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Para o peemedebista Frederico Jayme, um dos coordenadores da campanha de reeleição do tucano Marconi Perillo, Iris Rezende pretende “apagar a história do PMDB” ao diminuir as pessoas ligadas à legenda. Frederico Jayme se refere a ele mesmo, tendo por base declarações feitas pelo líder peemedebista de que o seu intuito ao retornar ao PMDB após deixar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) seria denegrir a imagem do partido. “Ele filiou-se ao PMDB apenas para fazer o que está fazendo”, disse Iris Rezende ao responder questionamento sobre a posição de seu colega de partido, que não poupa críticas a ele e à sua forma de agir dentro da legenda. Antes, Iris perguntou quem seria Frederico Jayme, questionando sua autoridade em responder pelo PMDB após o tempo que ficou afastado da sigla para ser conselheiro.

Em resposta, o coordenador da campanha tucana sintetizou nesta terça-feira (22/7) à reportagem sua trajetória dentro do PMDB da seguinte forma: “Sou um dos fundadores do MDB, em 1966, que depois deu origem ao PMDB, que também auxiliei na criação. Estou no PMDB antes dele [Iris Rezende], porque ele foi cassado na época [pela ditadura militar]. Ele fala que saí do partido para ficar no TCE, como se esquecesse que para ser conselheiro não é permitido ser filiado [a partido político], e depois que saí do TCE, a pedido dele, retornei ao meu partido de origem”. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção da edição 2036 Frederico Jayme também detalha outros impasses entre ele e Iris Rezende, inclusive quanto à época em que chegou a percorrer o Estado com expectativa de candidatar-se à vice-governadoria na chapa de Maguito Vilela, com suposto apoio de Iris Rezende.

Frederico Jayme afirma que o ex-prefeito tem sido desleal com o PMDB ao longo de sua trajetória política e como exemplo da declaração, o peemedebista citou o apoio, na década de 90, a Fernando Collor para a presidência da República em detrimento de Ulysses Guimarães (PMDB). “Tem também o caso de quando ele [Iris Rezende] chegou em Porangatu, como governador, e subiu no palanque do candidato Luiz do Gote, que era do PDS, contra o nosso candidato do PMDB, o João Gonçalves dos Reis”, relata.

O peemedebista classifica como despreparo de Iris Rezende a avaliação de que prefeitos do PMDB têm declarado apoio à reeleição de Marconi Perillo devido a “pressões inaceitáveis”. “Nossos prefeitos se elegeram com várias dificuldades, sem o apoio de Iris, que como governador não foi bom para o Estado: massacrou o funcionalismo público e realizou obras de pouca estabilidade estrutural. Diferente do que ele prega, eu não apoio o governador Marconi para ter cargo, mas para termos em Goiás um governo bom.”

Frederico Jayme afirma que negou convites de Marconi Perillo para ser secretário de Segurança Pública, Articulação Política e de Indústria e Comércio. “Foi Iris quem foi ministro [da Justiça] do governo FHC (PSDB) depois de implorar pelo cargo. Também foi ministro de Sarney e todos sabem que lutou desesperadamente para ser ministro também de Dilma [Rousseff], a imprensa local cobriu bem esse assunto”, asseverou Frederico Jayme, que é ex-secretário de Segurança Pública de Iris Rezende.

Sobre a possibilidade de sua expulsão do PMDB, Frederico Jayme afirma que gostaria que o pedido realmente fosse feito para que, durante o processo de defesa, ele tenha “oportunidade de mostrar ao partido e à sociedade goiana” os motivos pelos quais não apoia Iris Rezende. “Sem falar que terão que expulsar mais da metade do PMDB hoje”, provoca.

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