Fórum Goiano de Entidades Empresarias e vereadores eleitos discutem demandas do setor produtivo

Representantes da Fieg, Fecomércio, Faeg, Adial, Facieg, FCDL, Acieg e OCB- GO debateram junto aos vereadores principais projetos que devem ser debatidos na Câmara Municipal na próxima legislatura

Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

O Fórum Goiano de Entidades Empresariais, composto pela Fieg, Fecomércio, Faeg, Adial, Facieg, FCDL, Acieg e OCB- GO, se reuniu nesta sexta-feira, 11, na Casa da Indústria, com vereadores eleitos e reeleitos de Goiânia.

O encontro discutiu o cenário econômico para o próximo ano e as principais demandas do setor produtivo. Além disso, as federações se colocaram à disposição dos parlamentares para a discussão de pautas importantes como Plano Diretor, enfrentamento pandemia e desenvolvimento da indústria e comércio.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Sandro Mabel, lembrou a atuação decisiva do Fórum durante a pandemia, que garantiu não apenas a continuidade do trabalho das indústrias em Goiás como o melhor resultado do país. “Discutimos o assunto exaustivamente com o governador e conseguimos mostrar a importância da continuidade dos trabalhos, o que foi determinante para Goiás”, disse.

Marcelo Baiocchi falou sobre pautas que devem ser discutidas na Câmara Municipal e que são importantes para o município a exemplo do Plano Diretor. “Nós precisamos pensar na reforma das leis que atrapalham o empreendimento ou investimento na cidade de Goiânia. Nós temos um Código Tributário desatualizado, o regramento da Vigilância Sanitária local dificulta a instalação de indústrias que preferem ir para Aparecida de Goiânia, Trindadem Senador Canedo, porque aqui impossibilita a instalação de indústria não poluente. Só assim nós vamos conseguir fazer com que Goiânia volte a crescer na sua área econômica”

O vereador Anselmo Pereira (MDB), por sua vez, lembrou que Goiânia não tem uma lei ambiental. “É impossível ter regras definidas para o setor produtivo nessa cidade, quando você não tem leis que iguala a todos e coloca a competitividade de forma unânime”, argumentou.

Ressaltou ainda a importância da reforma do código tributário de Goiânia, que nunca foi reformado. “Estamos perdendo todas as possibilidades para cidades que conurbam Goiânia. Perdemos mais ainda para Aparecida”, pontuou. Citou também a necessidade de reforma do código de posturas, atualização do plano diretor e a questão do parcelamento do solo.

“Estamos dormindo em Goiânia e trabalhando em outras cidades. Ninguém quer fazer parcelamento em Goiânia, ninguém quer parcelar, prefere comprar e viver nas cidades vizinhas. O código sanitário, que é um vexame, o problema do resíduo sólido e assim sucessivamente”, destacou o parlamentar ao citar pautas urgentes para a cidade.

Para finalizar, Anselmo frisou que o plano diretor já deveria ter sido aprovado há muito tempo. “Foi muito bem trabalhado pela Prefeitura de Goiânia, é um equívoco dizer que esse plano diretor não foi discutido. O que faltou foi decidir o plano diretor”, disse ao citar a importância dos polos de desenvolvimento econômico.

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