Força-tarefa quer zerar fila de cirurgias ortopédicas no Hugo

Meta é realizar 150 cirurgias ortopédicas até sexta-feira, dia 7. Público-alvo são pacientes que aguardam cirurgia há mais de 30 dias

O Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) pretende realizar até a próxima sexta-feira, 7, cerca de 150 cirurgias ortopédicas. A iniciativa consiste em reduzir 100% de filas de pacientes que aguardam pelo procedimento. Neste primeiro momento, o mutirão já atendeu cerca de 50 pessoas.

A expectativa é de que em média 30 cirurgias sejam realizadas por dia, uma vez que os estoques de próteses e órteses, materiais necessários para os procedimentos, foram reforçados após o Instituto CEM assumir a administração do Hugo. De acordo com o médico cirurgião de trauma e quadril e coordenador de ortopedia da unidade, Regis Vieira de Castro, 35 cirurgiões e nove anestesiologistas estão envolvidos no mutirão, além dos demais profissionais, como enfermeiros e técnicos de enfermagem. Para a força-tarefa, eles estão utilizando sete, das dez salas do centro cirúrgico do hospital.

Regis ressaltou também que pretende zerar o número de pacientes que estavam aguardando cirurgia há mais de 30 dias, usuários com fraturas expostas, politraumatismo, infecção, entre outros com características de urgência. “A partir de agora organizamos a logística e aumentamos as equipes. Com essas ações, conseguimos planejar a média de 150 cirurgias até o fim desta semana, e assim vamos desafogar o atendimento”, observou o médico. “O nosso objetivo é que o paciente com fratura e perfil de emergência seja operado na hora, e que os demais operem entre 24 e 48 horas, após chegarem ao Hugo”, explicou Regis.

A primeira beneficiada foi uma mulher de 30 anos, que deu entrada em 1º de dezembro do ano passado, vítima de acidente de trânsito. Ela ficou internada na enfermaria da unidade aguardando a cirurgia, porém o procedimento foi realizado no domingo, 2. Para o diretor técnico do Hugo, médico José Fernando Folgosi, a proposta do mutirão é desafogar a unidade. “A nossa expectativa é reerguer o atendimento prestado pelo hospital. Com muito trabalho e esforço, o local vai voltar a ser referência no atendimento de trauma e emergência em Goiás”, concluiu o gestor.

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