Força-tarefa dá início à segunda etapa da investigação de assassinato de advogados

Próximas fases devem apontar motivação e descobrir se há mais pessoas envolvidas no caso

A arma do crime passará por avaliação microbalística | Foto: Divulgação PC

Cúpula da Segurança Pública de Goiás conclui primeira etapa da investigação, com identificação dos autores do crime e apresentação de provas durante coletiva de imprensa neste sábado,31. “Vamos para as outras etapas, que vão definir se foi pistolagem, a mando, ou realmente latrocínio. De qualquer maneira pretendemos elucidar o mais rápido possível”, assegurou o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda.

Frank Alessandro Carvalhaes de Assis e Marcus Aprigio Chaves foram mortos a tiros na tarde de quarta-feira, 28, no escritório onde trabalhavam, no Setor Aeroporto.

Sobre a dinâmica do crime, o delegado Rhaniel Almeida explicou que o isolamento do local e as provas coletadas ali foram essenciais para identificação da dupla responsável pela execução, Pedro Henrique Martins Soares e Jaberson Gomes. A força-tarefa descobriu que os dois estavam em Goiânia desde 24 de outubro, e se hospedaram em hotéis até o dia do fato, o que corrobora com a informação de que a execução foi planejada. “O crime aconteceu por volta das 14h30. Às 15h10, eles já estavam deixando Goiânia rumo a Anápolis. Em Anápolis, tomaram um ônibus com destino a Palmas”, afirmou.

Em rápida ação, o delegado afirmou que o Poder Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público de Goiás (MP-GO), acatou o pedido de prisão, ocasião em que membros da força-tarefa se deslocaram até o município de Porto Nacional, em Tocantins, para realizar as buscas. Pedro Henrique foi localizado e detido na sexta-feira, 30, com o apoio da Polícia Civil local. Nesta manhã de sábado, foi transferido para Goiânia, onde permanece preso. Já Jaberson morreu em confronto com policiais militares do Tocantins.

O delegado Rilmo Braga declarou que não há dúvidas sobre a autoria do crime. “Essa é a dupla de executores. São provas científicas, provas testemunhais e provas de diversas naturezas de inteligência policial”, disse. Entre elas está a arma do crime, apresentada durante a entrevista coletiva e que ainda deve passar por confronto microbalístico.

Os membros da força-tarefa explicaram que as próximas etapas da investigação seguirão sob sigilo, o que garantirá maior eficiência na elucidação total do caso. “Não somente porque é uma determinação do código do processo penal, mas porque neste caso é perfeitamente possível que haja um prejuízo enorme para as futuras vindouras diligências”, informou o titular da DIH. O custodiado Pedro Henrique, apontado como autor dos disparos que mataram os advogados, ainda passará por interrogatório formal.

Considerados de extrema periculosidade, os suspeitos possuem extensa ficha criminal. Pedro Henrique tem a fama de ser um dos maiores matadores de aluguel do Estado de Tocantins. “Segundo ele relatou para os nossos agentes, quando perguntado quantas pessoas ele tinha matado, a resposta foi a seguinte: com esses dois, 12 pessoas”, disse o delegado Rhaniel Almeida.

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