“Foi oportuna a flexibilização”, diz secretário de Saúde de Aparecida

Alessandro Magalhães assegura que decisão de abertura das atividades da cidade tem respaldo técnico

Alessandro Magalhães, secretário de Saúde de Aparecida de Goiânia | Foto: Reprodução

O secretário de Saúde de Aparecida de Goiânia, Alessandro Magalhães, assegurou, em entrevista ao Jornal Opção, que abertura do comércio na cidade, no dia 28 de abril, foi no “momento oportuno”. Ele defende ainda a continuidade do modelo de escalonamento por macrozonas em voga na cidade da Região Metropolitana.

Alessandro argumenta que já tem dois meses de abertura das atividades comerciais em Aparecida. A decisão, segundo ele, foi baseada na matriz de risco do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Nela há variáveis, como o coeficiente de incidências, que é o número de casos pela população, e a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

“Naquele momento, o risco de Aparecida era baixo, o coeficiente era um dos menores do Brasil e a taxa de ocupação de leitos era menor que 20%. A gente avaliou o cenário como seguro para flexibilização”, aponta.

Escalonamento

O modelo atual, em que são previstos cenários representado por cores, que indicam riscos avaliados de acordo com a ocupação de leitos no município, partiu de monitoramento do avanço da doença. “Nesse contexto, já estávamos avaliando quais eram os próximos passos a serem dados pela prefeitura de Aparecida em relação à flexibilização”, explica.

Alessandro aponta ainda que pode não haver correlação entre o aumento do número de casos e a flexibilização, já que Aparecida “testa mais que qualquer outro município do estado de Goiás”. Ele assegura que a relação é de 30 testes para cada mil habitantes e não vê perigo de colapso do sistema de saúde municipal nesse cenário.

“Nossa ocupação de UTI não chegaram a índices alarmantes. Estamos com taxa de ocupação de 56%. Estamos testando muito para rastrear, monitorar para que não evolua para a necessidade de UTI”, defende. “Diversos estudos, principalmente esse que a UFG que o governo tem se baseado, já sinalizava que junho era o pico em Goiás. Imputar na flexibilização a responsabilidade total do crescimento é difícil fazer essa referência, senão desde maio já teríamos estourado os casos dentro de Aparecida”, afirma.

Piora no cenário

No entanto, ele salienta que se o cenário piorar, ou evoluir para uma piora em que haja falta de leitos de UTI ou a população possa correr o risco de ficar desassistida, a cidade deve retomar o cenário um fechamento mais radical.

O secretário diz que ainda deve fazer uma análise do decreto a ser publicado pelo governo do estado, também do estudo realizado pela UFG, da literatura em que foi fundamentada, para saber se o cenário de Aparecida pode se encaixar no apontado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM). A partir daquele modelo, o chefe do executivo estadual recomendou isolamento social intermitente, de 14 em 14 dias.

“Hoje nós trabalhamos com um modelo de escalonamento regional que tem sido satisfatório para nosso município. O prefeito Gustavo [Mendanha] até tem dito constantemente que chegando a 70% de taxa de ocupação de leitos de UTI que vai fechar a cidade. A nossa preocupação é com vidas”, diz o secretário de Saúde.

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