Focos de fogo na Amazônia dobraram no dia da publicação de decreto proibindo queimadas

Informações repassadas pelo Greenpeace ao UOL utilizou dados do Inpe; aumento foi de 106%

Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

Em matéria publicada pelo UOL, com informações repassadas pelo Greenpeace, o site revela que no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou no Diário Oficial da União (DOU) o decreto que proibiu queimadas em todo o Brasil por 60 dias, as queimadas na região da Amazônia mais que dobraram, com total de 106% entre um dia e outro.

Os dados foram colhidos a partir de informações em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe). A partir da observação, o Greenpeace afirma que no dia 28 de agosto, data que antecedeu a publicação do decreto, foram registrados 607 focos de calor na Amazônia. Já no dia 29, data do decreto, foram 1.255.

“Não se apaga fogo com decreto. Ele é importante, mas tem de estar articulado com fiscalização. Na prática, o presidente não tem esse controle”, afirmou Danicley Aguiar, do Greenpeace, ao UOL.

Um dia após a publicação no DOU, o presidente alterou o decreto. Antes prática proibida em todo o território, agora as queimadas passou a ser liberada para ser usada por agricultores fora da região conhecida como Amazônia Legal que compreende os estados do Norte e parte do Maranhão e de Mato Grosso.

Na edição ficou prevista a liberação para “práticas agrícolas, fora da Amazônia Legal, quando imprescindíveis à realização da operação de colheita, desde que previamente autorizada pelo órgão ambiental estadual”.

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