Flexibilização deve atingir pequenos comércios e igrejas

Em reunião virtual com prefeitos, Caiado adianta alguns pontos do novo decreto e alerta: “se a contaminação ultrapassar a 30% teremos que retroagir com as medidas mais fortes”

Foto: Reprodução

O governador Ronaldo Caiado (DEM) participou de uma videoconferência com dezenas de prefeitos nesta terça-feira, 14, a pedido da Associação Goiana de Municípios (AGM). A flexibilização das medidas restritivas foi o tema central do encontro e, na ocasião, o governador adiantou alguns pontos que estarão contidos no próximo decreto.

O governador deixou a entender que as mudanças não serão amplas e vão acontecer de forma gradativa. “Tudo vai depender do comportamento da proliferação do vírus em determinadas regiões. Vamos promover uma flexibilização, mas se a contaminação ultrapassar a 30% teremos que retroagir com as medidas mais fortes”, salientou.

Caiado adiantou que será permitida a reabertura de pequenos estabelecimentos como lava jatos e outros que contam com poucos trabalhadores. Também está sendo discutida a possibilidade do funcionamento das igrejas, “mas com orientações especiais como o uso de máscaras e distanciamento dos fiéis”.

Ainda essa semana vai acontecer uma reunião com os representantes dos supermercados “uma vez que em muitos deles as normas não estão sendo seguidas”. Outra mudança refere-se a realização de leilões. Para tanto a Portaria de nº 253 sofrerá modificações. Hoje ela permite a realização de apenas um leilão de gado por semana. “Devemos permitir a realização até diária, mas de apenas um por dia e com o máximo de 30 pessoas dentro do ambiente do leilão”.

Avaliação

Caiado fez uma avaliação da situação no Estado “que está sob controle e que apresenta um dos menores índices de contaminação, exatamente devido as medidas adotadas”.  O governador disse que a estrutura hospitalar em Goiânia já está montada com o HCamp que dispõe de 22 leitos sendo 40 de UTI e 182 de semi-intensivo.

No interior, ele citou a regionalização com a estadualização dos hospitais de São Luis de Montes Belos, Jataí, Luziânia e Formosa. O governo também conseguiu assumir a administração do Hospital de Itumbiara. Já em Porangatu, através de convênio, um hospital também está disponível.

Apesar de todos os esforços, Caiado admitiu que a estrutura pode ser insuficiente caso haja uma grande demanda e fez um pedido para que os gestores: “não afrouxem as medidas que devem ser adotadas por todos os municípios, de forma unificada”.

“As mesmas pessoas que hoje batem as portas das prefeituras reivindicando o fim das medidas protetivas, podem ter a certeza que estarão de volta para criticar o prefeito quando um parente não tiver condições de ter atendimento hospitalar”, disse o governador.

Reflexos

O presidente da AGM, Paulo Sérgio de Rezende, informou que a entidade trabalha para que os prefeitos entendam a necessidade de se seguir à risca as orientações das autoridades médicas. “Sabemos dos problemas econômicos provocados com o fechamento do comércio, mas confiamos no seu trabalho como médico e defendemos como prioridade a preservação da vida”.

O governo disse estar aberto às discussões e para tanto os prefeitos podem, a partir de agora, enviar sugestões para o e-mail [email protected], “mas não vamos abrir mão das medidas necessárias para se manter o controle da situação”.

A arrecadação do ICMS em Goiás já apresentou uma queda de 31% e pode cair ainda mais. A informação foi dada pelo governador durante a reunião, alertando aos prefeitos para que se preparem para enfrentar a crise. Ele também solicitou aos gestores para que façam gestões junto aos congressistas goianos no sentido de que aprovem várias matérias em tramitação e que podem amenizar a situação.

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