Vilmar Rocha

Especial para o Jornal Opção

A vitória de Flávio Bolsonaro, do PL,  no primeiro turno não expressa apenas a votação da direita ideológica. Soma-se a ela o voto de eleitores independentes de centro e de centro-direita. Todos unidos a um movimento em oposição ao lulopetismo, que, seja dito, não integra a totalidade da esquerda democrática.

A derrota do lulopetismo — não apenas de Lula da Silva — tem a ver com a uma governança de baixíssima qualidade, priorizando a manutenção no poder e não oferecendo ao país alternativas para seu desenvolvimento sustentável; a uma relação espúria com alguns membros do STF, que tomaram decisões inconstitucionais, ilegais, antidemocráticas e contrárias aos direitos fundamentais da pessoa humana e ao estado democráticos de direito, e que tiveram a conivência do presidente da República; ao aprofundamento do populismo, sobretudo no período eleitoral, vendendo soluções fáceis para problemas complexos.

Mesmo com o uso sem limites da máquina pública, o lulopetismo perdeu também a eleição legislativa, tanto na Câmara como no Senado, reforçando a ideia de que esse modelo político administrativo se esgotou

Mesmo com o uso sem limites da máquina pública, o lulopetismo perdeu também a eleição legislativa, tanto na Câmara como no Senado, reforçando a ideia de que esse modelo político administrativo se esgotou. 

A expectativa para o segundo turno é que seja confirmado o resultado do primeiro, porque o Brasil quer mudanças que renovem a esperança.

Vilmar Rocha, ex-deputado federal de 1993 a 2015, secretário de Estado e professor da Faculdade de Direito da UFG, é fundador e presidente do Instituto Vilmar Rocha de Formação Política e Cidadania. É colaborador do Jornal Opção.