Flávio Bolsonaro exige abertura de sigilos de Janja e do Instituto Lula para atender desafio
21 outubro 2026 às 15h52

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira, 21, que aceita abrir seus sigilos bancário e telefônico, desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, também autorize a divulgação de informações de pessoas e instituições ligadas ao governo e à sua família. Entre as exigências apresentadas pelo senador estão a abertura dos registros do Instituto Lula, do cartão corporativo relacionado à primeira-dama, Janja da Silva, e do ex-assessor presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A declaração foi feita durante um compromisso de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, conforme apurado pelo g1.
Disputa sobre transparência
A resposta de Flávio ocorre após Lula formalizar, na terça-feira, 20, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma autorização para a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário. A proposta também abrange familiares dos dois candidatos e empresas vinculadas a eles. No caso do petista, o documento inclui a primeira-dama e os cinco filhos do presidente, com informações referentes aos últimos oito anos.
Flávio, por sua vez, apresentou condições adicionais para aderir à iniciativa. Além dos dados do Instituto Lula, do cartão corporativo e de Marcola, o senador cobrou a divulgação de informações relacionadas a pessoas próximas ao presidente e a empresas que, segundo ele, devem ser incluídas no levantamento. Em sua manifestação, também mencionou o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e questionou relações atribuídas a ele com pessoas investigadas. Essas alegações devem ser tratadas como declarações do candidato, e não como fatos comprovados.
Desafio começou em debate
O confronto sobre a abertura dos sigilos começou no debate presidencial promovido pela TV Band no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a tornar públicos seus dados financeiros e telefônicos. O petista levou a proposta à Justiça Eleitoral dois dias depois, incluindo familiares e empresas. A iniciativa ocorre em meio à troca de acusações entre as campanhas sobre suspeitas envolvendo pessoas próximas aos dois candidatos.
A discussão ganhou novos contornos com as exigências apresentadas pelo senador e deve continuar nos últimos dias da campanha para o segundo turno, marcado para domingo (25). A eventual divulgação de dados de terceiros depende das autorizações cabíveis e dos procedimentos legais aplicáveis. Até que haja confirmação de liberação efetiva das informações, as declarações e os documentos apresentados pelos candidatos não significam que todos os sigilos mencionados tenham sido quebrados.
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