Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz são denunciados pelo MP-RJ

Senador foi apontado como líder da organização criminosa, enquanto seu ex-assessor, Queiroz, como operador do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em esquema de “rachadinha”

Fabrício Queiroz, o homem-bomba, e Flávio Queiroz | Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou nesta segunda-feira, 28, o senador Flávio Bolsonaro (Republicados -RJ) e Fabrício Queiroz ao Tribunal de Justiça do Rio.

Em denúncia, o MP-RJ aponta Flávio como líder do grupo criminoso e seu ex-assessor, Queiroz, como operador do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que ocorria dentro do gabinete da Alerj, quando Flávio ainda era deputado estadual.

Eles foram acusados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Flávio teria usado ao menos R$2,7 milhões do esquema de rachadinha em dinheiro vivo.

As investigações haviam sido iniciadas em junho de 2018, depois que uma movimentação de R$1,2 milhão na conta de Queiroz gerou estranheza em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Oito assessores de Flávio também fizeram repasses para Queiroz, dos quais integrantes da família do ex-assessor também estiveram envolvidos. Entre eles Márcia Aguiar, esposa do ex-assessor, e as filhas, Nathália e Evelyn.

Após quebra de sigilo fiscal e bancário de 106 pessoas e empresas, em abril de 2019, o MP encontrou provas de um esquema em que assessores contratados deveriam devolver a maior parte de seus salários a Queiroz. Alguns era, inclusive, “funcionários fantasmas”.

O dinheiro repassado por transferência, depósito ou em espécie era lavado e voltava para Flávio Bolsonaro. Ao todo, 23 assessores foram citados no relatório do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do MPRJ.

Queiroz havia sido preso em junho na casa de Frederick Wassef, advogado de de Flávio na investigação até aquele momento. Conduzido para cumprir prisão em Bangu, o ex-assessor conseguiu habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou sua prisão domiciliar.

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