Flamengo publica nota oficial sobre alegações de que termo ‘festa na favela’ teria sido proibido

Empresa que gerencia redes do clube reitera que não há veto e que houve tentativa de criar constrangimento com a torcida um dia antes da decisão do Campeonato Carioca por parte do jornal

Às vésperas da disputa da final do Campeonato Carioca, o Flamengo se envolveu em uma crise de imagem. Segundo informações apuradas pelo jornal O Globo, a “X-Tudo”, empresa que gerencia as redes sociais do Flamengo, deixou de usar o termo “festa na favela” nas redes sociais do clube. A expressão é utilizada pela torcida nas arquibancadas e no ambiente online, e já foi utilizada por outras empresas que gerenciaram as redes do time. O time publicou uma nota oficial em seu Instagram negando o veto.

A explicação dada pela decisão pelo gerente da conta e funcionário da X-Tudo, Diogo Rocha, é de que a palavra “favela” estaria associada à violência. Marcelo Gorodicht, diretor geral da empresa teria informado: “Não existe veto algum. Qualquer um pode usar esse termo e eu não tenho nada contra. Apenas consideramos que o Flamengo é favela, asfalto, mata, tudo. Então não estamos usando.” A determinação não foi bem recebida pela torcida ou pela diretoria do time, que nega a proibição.

Em nota oficial no Instagram do time, lê-se: “A matéria, ao pegar parte de uma conversa de profissionais do clube – que deveria ser restrita a eles – tenta passar a ideia que existe um veto na utilização da expressão festa na favela. Não é verdade. O fato é que um canto alegre e contagiante da torcida não necessariamente precisa ser a melhor maneira para a comunicação da Instituição. Não usá-la regularmente na comunicação Institucional não significa nenhum veto ao termo ou desvalorização de uma tradição da torcida”.

O vice-presidente geral do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches, se  pronunciou no Twitter, classificando o assunto como uma “babaquice”. No dia 6 de abril, Gabigol, atacante do time, usou o termo em suas redes sociais. A última vez que a hashtag foi utilizada nas redes oficiais foi em 2018, quando as contas estavam sob a gerência de outra empresa de comunicação.

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