Fiocruz investiga hesitação em vacinar crianças contra Covid-19

Estudo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do IFF/Fiocruz, vai checar os motivos que levam as crianças e adolescentes a recusarem a vacinação

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) iniciou estudo para avaliar os motivos da hesitação de responsáveis por crianças e adolescentes em imunizá-los contra a Covid-19. Os pesquisadores criaram um formulário na internet, que poderá ser respondido até 30 de janeiro de 2022.

O levantamento, intitulado VacinaKids, foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do IFF/Fiocruz (CEP-IFF), e é destinada a brasileiros maiores de 18 anos que morem no Brasil e sejam responsáveis por ao menos uma criança ou adolescente menor de 18 anos. O objetivo é compreender o posicionamento e as motivações desses adultos para a decisão de não vacinar crianças e adolescentes sob seus cuidados.

A coordenadora do estudo é a pesquisadora clínica do IFF/Fiocruz Daniella Moore, que também coordenou o trabalho Trend, realizado entre 22 e 29 de janeiro de 2021 para verificar a intenção dos brasileiros de tomar a vacina. Ao todo, foram 173 mil participações voluntárias e o estudo chegou ao percentual de 89,5% de pessoas com a intenção de se imunizar e também investigou os motivos da hesitação, que foi definida como não pretender se vacinar, não ter certeza se iria se vacinar ou apenas a concordar em ser vacinado dependendo do imunizante usado.

De acordo com a pesquisadora, o estudo permite a identificação se a adesão se mantém no caso dos responsáveis por crianças e adolescentes. Tais informações vão ajudar a elaborar estratégias para reduzir a hesitação e contribuir para a imunidade coletiva e a superação da pandemia de Covid-19.

“Um estudo realizado em 12 emergências dos Estados Unidos da América, do Canadá e de Israel mostrou dados preocupantes, pois, apesar da persistência da pandemia, a hesitação vacinal aumentou entre pais de crianças e adolescentes, quando comparados os períodos de março a maio de 2020 com dezembro a março de 2021. Esse estudo mostrou intenção vacinal de 59,7%. Outro estudo na Arábia Saudita mostrou 53,7% de intenção dos pais em vacinar seus filhos (as) para prevenção da Covid-19”, afirma Daniella.

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