Filho de dependente química, autor de atentado em Suzano queimou foto dos pais antes do crime

Familiares relatam que Guilherme passou a demonstrar sinais de tristeza há quatro meses, quando perdeu a avó

Guilherme Taucci e
Luiz Henrique de Castro | Foto: Reprodução / Colagem

O atentado cometido por Guilherme Taucci e Luiz Henrique de Castro contra alunos e funcionários da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, ganhou repercussão nacional na manhã da última quarta-feira, 13, e detalhes da história continua chocando a sociedade.

Os adolescentes invadiram o colégio em horário de funcionamento e atentaram contra a coordenadora pedagógica da unidade, a inspetora e diversos alunos. Ao todo, foram onze mortes. Dentre elas, os dois adolescentes que se suicidaram em seguida.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, familiares dos autores da chacina revelaram detalhes de duas vidas semelhantes. Segundo a mãe de Guilherme, Tatiana Taucci, o jovem gostava de passar as madrugadas jogando no computador de casa. Na visão da mãe, não faltava nada para o garoto. “Ele tinha internet, tv a cabo, tinha tudo”, relatou à repórter.

Já para o avô de Guilherme, a ausência dos pais pode ter tido influência na atitude do jovem. “Não estavam muito aí pra ele”, revela. A mãe do garoto é dependente química de longa data. Além de Guilherme, ela também teve outros quatro filhos.

Tatiana diz que o filho era “pilhado” quando o assunto era jogos. Ela relata ter testemunhado o jovem gritar para tela do computador “vou te matar”, enquanto manipulava o boneco no game. O jovem, criado pelos avós, cresceu no bairro Jardim Imperador.

O garoto perdeu a avó cerca de quatro meses antes de cometer o atentado. Segundo familiares relataram à Folha, de lá para cá, ele passou a demonstrar sinais de tristeza.

Guilherme sofria com a acne. Mas não só. A mãe confirmou que ele havia deixado a escola há um ano de concluir o ensino médio por não aguentar os colegas “zoando” as espinhas que tinha no rosto.

A reportagem da Folha destacou que, ao lado de sua cama, Guilherme deixou uma foto de seus pais, parcialmente queimada, antes de sair em direção a escola acompanhado de seu amigo, Luiz Henrique de Castro.

Seu comparsa, por sua vez, cresceu a poucos metros da casa de Guilherme. Sempre juntos desde a infância, os dois eram contidos e gostavam de ir ao shopping e visitar a lan house (casa de jogos online) do bairro onde cresceram.

Familiares e vizinhos atestaram que ambos eram calmos e não apresentavam comportamentos violentos. Muitos permanecem em choque diante da atrocidade cometida no Rio de Janeiro. O avô de Luiz Henrique teve que ser sedado assim que soube do ataque.

Uma ex-funcionária da lan house onde os garotos jogavam ao menos três vezes por semana, relatou à reportagem que eles eram tidos como pessoas fechadas, seletivas e conhecidas por xingarem muito durante as partidas. Certo dia, a atendente percebeu um pingente com o símbolo da suástica nazista no pescoço de um deles.

Uma resposta para “Filho de dependente química, autor de atentado em Suzano queimou foto dos pais antes do crime”

  1. Katia disse:

    Que tipo de família é essa q quer justificar uma barbárie dessas pq o menino tinha espinhas….O q vcs conversam e ensinam para os seus filhos? Tenho filha adolescente q lida com essa questão hormonal e nem por isso qr sair por ai matando todos. Pais vcs estão presentas na vida de seus filhos???

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