Filho do cronista Valério Luiz entrará na Justiça contra Kajuru após declaração polêmica

“Entrei nesse caso VL e saio com missão cumprida. O filho de VL que preferiu emprego no Governo com Wilmar Rocha para se calar”, publicou o apresentador em sua conta no Twitter

As polêmicas declarações do jornalista Jorge Kajuru em sua conta no Twitter serão objeto para um novo processo contra o apresentador. Conhecido pelas ferrenhas críticas ao  governador Marconi Perillo (PSDB) e sua gestão, o alvo de Kajuru, dessa vez, foi o advogado Valério Luiz, filho do cronista Valério Luiz, assassinado em 2012 ao sair da Rádio 820 AM, onde trabalhava.

Na última terça-feira, às 10h35, Kajuru publicou no microblog os seguintes dizeres: “Entrei nesse caso VL (Valério Luis) e saio com missão cumprida. O filho de VL que preferiu emprego no Governo com Vilmar Rocha para se calar.” A resposta de Valério Luiz Filho não tardou. Em sua conta no Facebook, o advogado se defendeu das acusações de Kajuru, que dão a entender que o filho do cronista teria “se calado” quanto às investigações da morte do pai para aceitar um suposto emprego por parte do ex-secretário da Casa Civil e candidato ao Senado pela chapa marconista.

Na publicação, Valério Luiz Filho garante que nunca ocupou nenhum cargo do governo, exercendo advocacia em um escritório próprio. Ele lembrou também que os envolvidos no crime que vitimou seu pai foram descobertos e denunciados à Justiça. “Quanto ao senhor Kajuru, poderia fazer a fineza de me passar seu atual endereço para receber a citação do processo que moverei”, informou.

Em entrevista ao Jornal Opção Online na tarde desta quarta-feira (30), Valério Luiz Filho ratificou as justificativas publicadas em sua conta no Facebook e alegou que a acusação de Kajuru pode dificultar o processo referente às investigações da morte de seu pai.

O advogado afirmou que conversas de bastidores dão conta que os comentários do polêmico apresentador poderiam ter sido motivados, de alguma forma, para livrar a culpa do cartorário Mauricio Sampaio, acusado de ser o mandante do crime que vitimou o cronista esportivo. Acontece que Sampaio é o atual proprietário da Rádio 730 AM, cujo dono anterior era Kajuru.

Especulações à parte, é fato que Kajuru, candidato a deputado federal por Goiás na chapa de Vanderlan Cardoso, tem usado cada vez mais as redes sociais para tecer duras críticas à gestão do governo de Goiás. Assim, ao dizer que Valério Luiz teria “se calado” ao aceitar o emprego do candidato ao Senado Vilmar Rocha, o jornalista tentava, mais uma vez, por em descrédito a  administração estadual, oferecendo a ela uma relação pouco factível com o assassinato do cronista esportivo.

A ação de Valério Luiz é apenas mais uma das dezenas movidas contra Kajuru. O apresentador coleciona processos, e seus alvos vão de políticos a jornalistas e celebridades. Para se ter uma ideia, Kajuru já chamou o renomado âncora Boris Casoy de pedófilo, e ao perder um processo para a apresentadora Luciana Gimenez, sendo obrigado a pagar uma indenização de R$ 80.112,21, declarou que a morena era uma “vagaba profissa”.

Em um dos mais recentes episódios em que o jornalista teve a oportunidade de proferir suas declarações polêmicas, Kajuru garantiu que a Copa do Mundo de 2014 estava comprada e que o Brasil sairia vitorioso do Mundial. As declarações foram concedidas no início de junho, durante participação no programa “Conexão Repórter”, do SBT. Na ocasião, o jornalista também disse que o então técnico da seleção canarinha Felipão já sabia da vitória previamente armada, mas “não falaria nada”.

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