Festival reúne em Goiânia renomados nomes da fotografia brasileira

Iniiciativa é uma realização da WA Imagem, com patrocínio do Fundo de Arte e Cultura, da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, e incentivo cultural de outros parceiros

Divulgação/Seduce

A partir do dia 1º de setembro Goiânia se transformará na capital nacional da fotografia, com o Goyazes – Festival de Fotografia. Um circuito de dez dias de atividades marca o evento com exposições, palestras, leituras de portfólio, workshops e rodas de conversa com o público. Uma prévia do festival está programada para esta quarta-feira (30/8), às 18 horas, na Vila Cultural Cora Coralina.

Com curadoria de Diógenes Moura, ex-curador da Pinacoteca de São Paulo, o festival terá a participação de alguns dos nomes mais destacados da fotografia brasileira, como Luiz Braga, Márcio Vasconcelos, Gilvan Barreto, Adenor Gondim, Ana Carolina Fernandes, Guy Veloso, Milton Guran, Ronaldo Entler e Mônica Zarattini.

A iniciativa é uma realização da WA Imagem, com patrocínio do Fundo de Arte e Cultura, da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), e incentivo cultural de outros parceiros.

O Goyazes estenderá suas atividades até o dia 10 de setembro. Já as exposições abertas durante o circuito ainda ficarão em cartaz na Vila Cultural Cora Coralina até meados de outubro.

Haverá também uma exposição paralela reunindo ensaios inéditos de oito fotógrafos escolhidos por meio de convocatórias destinadas a inscrições nacionais e estaduais e selecionados a partir de um júri criado especialmente para o festival. Durante os meses de maio e junho deste ano, o festival recebeu 509 inscrições: 461 provenientes de 16 estados brasileiros e do Distrito Federal, e outras 48 de Goiás.

Sobre o festival

A exposição com as séries dos oito fotógrafos selecionados pelas convocatórias nacional e estadual é apenas uma dentre as atividades propostas pelo Goyazes – Festival de Fotografia. A programação ainda prevê a realização de 12 workshops, cinco palestras, 14 exposições, seis rodas de conversa, três projeções e seis leituras de portfólio, um verdadeiro circuito com a proposta de ampliar o espaço hoje dado à cultura da fotografia no Centro-Oeste.

Profissional de longa trajetória e luta pelo fortalecimento da fotografia em Goiás, idealizador de projetos já consagrados como o F/5, o coordenador do Goyazes, Wagner Araujo, ressalta que o festival tem como objetivo instigar a reflexão, nos campos teórico e prático, sobre a imagem fotográfica produzida no Brasil contemporâneo.

Fotógrafos de renome internacional 

Exposições de artistas renomados também fazem parte da programação do Goyazes – Festival de Fotografia. Uma delas será “Retumbante Natureza Humanizada”, um profundo trabalho de pesquisa sobre a obra do paraense Luiz Braga a partir de um recorte iniciado pelo curador desta exposição, Diógenes Moura, em 2009. O conjunto de 100 fotografias privilegia grande parte da produção do artista em preto e branco.

A mostra reunirá imagens realizadas, sobretudo, em Belém e na Ilha de Marajó, territórios onde o fotógrafo vem trabalhando mais constantemente, um pouco afastado de sua cidade natal. Luiz Braga foi o representante brasileiro da Bienal de Veneza em 2009 e ganhou o prêmio de melhor exposição fotográfica de 2014 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). No Goyazes, sua exposição será encerrada com o filme “O sem nome e o nada” (2014, 30′), idealizado pelo curador e realizado pelo coletivo paraense Cêsbixo.

Outro profissional que virá expor seu trabalho em Goiânia, dentro do festival Goyazes, é Márcio Vasconcelos, com o ensaio “Visões de um Poema Sujo”. A série faz uma incursão naquela considerada a obra-prima do poeta Ferreira Gullar: Poema Sujo, escrito na ocasião de seu exílio político, em Buenos Aires, em 1975. Aqui, o fotógrafo percorre a cidade, lambe o suor nas paredes de uma São Luís que agoniza como agoniza a maioria das cidades brasileiras, entre memória e abandono, entre violência e paixão.

A última exposição fica por conta do Coletivo Olhares do Cerrado, que envereda pelo universo simbólico das tradições religiosas tradicionais de Goiás na mostra “Devotos e Bandeiras”, fruto de um trabalho que vem sendo realizado desde 2012. Aqui, o jogo proposto é o de experienciar a fragilidade e as dores humanas, a perseverança e a fé nos milagres, contrastar o sagrado e o profano. Nas imagens, ritos e rituais tradicionais que carregam a identidade e a memória de um povo. (Da Seduce)

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