Felisberto diz que Plano Diretor não pode ser votado como está e defende retirada da expansão urbana

“Não podemos dizer que todo o trabalho dos técnicos foi desperdiçado, mas com certeza existe um percentual de ações que devem ser reavaliadas antes da votação”, diz Felisberto Tavares

Foto: Lívia Barbosa / Jornal Opção

Ao deixar a audiência realizada na Câmara Municipal de Goiânia para discutir ponto a ponto da revisão do Plano Diretor em tramitação no Legislativo municipal, o vereador Felisberto Tavares (PR) conversou com a reportagem do Jornal Opção sobre o que foi apresentado pelos técnicos na manhã desta terça-feira, 24.

“Entre a aprovação (do projeto) e a realidade existem algumas contradições. Percebemos, pela apresentação, que a intenção é acabar com alguns vazios urbanos. No entanto, ao mesmo tempo o projeto acaba expandindo (o perímetro urbano) baseado na mesma justificativa (de acabar com os vazios)”, avaliou o parlamentar.

Para ele, embora o tempo para discussão da matéria seja curto, o debate precisa ser feito com exaustão para que sejam eliminadas todas as dúvidas antes da votação. “Aqui é o local adequado para discutirmos. É importante haver esse debate. Os vazios urbanos, por exemplo, representam uma grande preocupação. Quais são os critérios estabelecidos para mitigarmos a quantidade de vazios?”, indagou.

Por fim, Tavares disse que “zerar” a expansão urbana para que o projeto não fique parado no Legislativo e, posteriormente, realizar um chamamento público “é uma opção”. “Essa é uma saída. Não podemos votar do jeito que veio. Tudo tem que ficar bastante esclarecido. Não podemos dizer que todo o trabalho dos técnicos foi desperdiçado, mas com certeza existe um percentual de ações que devem ser reavaliadas antes da votação”.

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