Felisberto cobra punição de Paulo Magalhães: “Violência não pode ser banalizada”

Vereador do PR foi atingido com um soco no rosto durante sessão plenária na Câmara Municipal de Goiânia

O vereador Felisberto Tavares (PR) utilizou o tempo na tribuna na manhã desta terça-feira (6/12) para cobrar uma ação “pronta, certa e imediata” do Conselho de Ética e Decoro da Câmara Municipal de Goiânia no caso de agressão no plenário da Casa, do qual foi vítima na semana passada.

Felisberto levou um soco no rosto desferido pelo também vereador Paulo Magalhães (PSD), durante sessão plenária na última quarta-feira (20/11), depois de desentendimento a respeito do projeto de lei que diminui o recesso parlamentar dos vereadores.

“Como agente de segurança pública, acredito que a impunidade é o que faz com que as pessoas voltem a cometer crimes. Aqui neste plenário aconteceu um crime da maior gravidade então peço que a Comissão de Ética venha a aplicar a punição de maneira pronta, certa e proporcional”, disse.

Para Felisberto, “o principal problema é a impunidade. Assim como qualquer outro delinquente, a partir do momento que não sofre as consequências do que fez, acha que pode tornar a fazê-lo.”

O processo aberto por Felisberto não o primeiro contra Paulo Magalhães no conselho de ética. Em junho deste ano, ele empurrou o vereador Denício Trindade (SD) durante sessão plenária depois de os dois terem protagonizado troca de agressões verbais em discussão do projeto dos food-trucks, também de autoria de Paulo Magalhães.

“Eu vi quando o vereador Denício protocolou denúncia no mesmo conselho há seis meses e nada aconteceu. Em algumas semanas começa uma nova legislatura e vai ficar por isso mesmo? Vamos deixar que as coisas continuem ocorrendo da mesma forma e permanecer em silêncio diante de tamanho absurdo? Espero que esse caso de violência não caia no descaso e banalização. A sociedade viu, em rede nacional, o que aconteceu aqui neste plenário e espera que tenha uma punição exemplar”, discursou Felisberto.

O republicano criticou ainda a postura de Paulo Magalhães, que afirmou em entrevista que desferiu soco contra o colega porque “não tem sangue de barata”. “Tem o descaramento de se vangloriar, acha normal atacar outras pessoas, midiatizando e se vangloriando de um ato de violência. Essa cultura de achar que é preciso fazer justiça com as próprias mãos é um retrocesso histórico e um retrocesso à dignidade da pessoa humana. Isso precisa ser corrigido na nossa sociedade, na nossa cidade, no nosso Estado e no nosso País.”

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Luiz José Aguiar

Violência absurda, inaceitável. Desferir um soco em outro vereador durante sessão plenária da Câmara é uma quebra de decoro gravíssima. Espera-se a cassação do mandato do agressor, sem dúvida – antes que ocorra uma fatalidade. A omissão, sabe-se, sempre estimula o aumento dos casos e o crescimento da gravidade nos episódios de violência. A Câmara Municipal de Goiânia não tem um corregedor?!? É o fim!