Feirantes pedem ajuda para lidar com queda nas vendas e manutenção de seus negócios

Comerciantes da Feira Hippie, a maior do país, afirmam grande queda nas vendas devido ao período de pandemia e ressaltam que muitos pedem ajuda por não estarem encontrando outros meios de sustento

O presidente da Associação da Feira Hippie, Valdivino da Silva, afirma que os feirantes enfrentam um período de grandes dificuldades devido ao decreto de restrição das atividades na capital. Muitas pessoas observaram o desaparecimento da sua principal fonte de renda e a consequente dificuldade de reestruturação de seus negócios no meio digital, por exemplo.

“Estamos passando por muitas dificuldades com o fechamento da feira. Esperamos que as autoridades tenham competência para fazer com que essa curva de contaminação registre uma baixa. Se todos não cumprirem com o decreto de isolamento, esse lockdown não surtirá efeito. E diante disso, o que nós vamos fazer? Nós não temos outra fonte de renda, somos autônomos.”, destaca Valdivino. 

Letycia Maryanne Pereira, vice-presidente da Associação da feira e uma das comerciantes que têm uma banca no local, ressalta que alguns de seus colegas conseguiram reestruturar seus negócios no meio digital. No entanto, segundo ela, outros feirantes não tiveram o mesmo êxito e chegam a pedir ajuda à Associação para conseguirem realizar o sustento de suas famílias. 

“Eu levei muito tempo para estruturar o meu negócio de modo online e não foi fácil. Somente cerca de 30% dos feirantes de lá conseguem isso. Mesmo com as vendas online eu continuo tendo algumas dificuldades. Hoje mesmo conversei com os funcionários da minha confecção e pedi para terem calma, pois o momento é crítico. Já precisei fazer novos acordos quanto ao recebimento dos salários para não ter demitir niguém”, conta Letycia.

Paulo Henrique Gomes, feirante há 8 anos, conta que apesar de estar conseguindo realizar vendas também de modo online, o que ele ganha é suficiente apenas para pagar os funcionários de sua confecção e suas despesas básicas. “Eu já cheguei a ver alguns de meus colegas de feira pedindo ajuda na Associação para ganharem cestas básicas, porque eles não tem nem mais como comprar comida. É uma situação bastante difícil.”, afirma Paulo. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.