Manifestantes pedem o fim do Preço de Paridade de Importação, implantado em outubro de 2016 por Michel Temer e mantida pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), e também o fim das privatizações

Um ato nacional contra a alta dos preços dos combustíveis irá ocorrer nesta sexta-feira, 25, em diversos pontos do país, às sete horas da manhã. A mobilização é da Federação única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos, que nomeou a ação de “Tá caro? A culpa é de Bolsonaro!”, e acontece em cidades da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os manifestantes pedem o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI), implantado em outubro de 2016 por Michel Temer (MDB) e mantida pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), e também se posicionam contra as privatizações que a atual gestão da Petrobrás vem promovendo.  

De acordo com o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, o Preço de Paridade de Importação resultou em preços exorbitantes também do gás de cozinha, da gasolina e do óleo diesel. Isso porque, o PPI reajusta os preços dos combustíveis com base na cotação do petróleo no mercado internacional, na variação cambial e no custo de importação, sem levar em conta os custos nacionais de produção do petróleo e derivados. Dados da entidade mostram que Petrobrás utiliza 94% do petróleo produzido no Brasil. No entanto, 100% do petróleo é cotado em dólar, incluindo o oriundo de produção nacional, não apenas 6% que são adquiridos de outros países.

“Estaremos espalhados nas bases da empresa, em atos em defesa da vida e por preços justos, sexta-feira é dia de luta porque se está tudo caro, a culpa é do Bolsonaro”, afirmou Deyvid Bacelar. Os atos serão em conjunto com os Movimentos Sociais e Populares, além de apoio de entidades sindicais. 

Atualmente, o barril de petróleo no mercado internacional ultrapassou a marca de US$ 130, na cotação de hoje seria R$ 656, nos últimos dias devido aos conflitos entre Rússia e Ucrânia. No inicio deste mês, um reajuste nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha fez com que os preços das bombas subissem.