“Fechamento de salas de aula de forma abrupta induziu evasão de alunos”, diz Simsed

Segundo Antônio Gonçalves, o remanejamento imposto pela secretaria não leva em consideração as condições dos alunos

A denúncia do fechamento de 20 salas de aula do ensino de jovens e adultos feita pela vereadora Sabrina Garcêz, na sessão plenária da Câmara dos vereadores, no último dia 9, continua repercutindo entre profissionais ligados à Educação no município - Jornal Opção
Antônio Gonçalves – coordenador geral do Simsed | Foto: Larissa Quixabeira / Jornal Opção

A denúncia do fechamento de 20 salas de aula do ensino de jovens e adultos feita pela vereadora Sabrina Garcêz, na sessão plenária da Câmara dos vereadores, no último dia 9, continua repercutindo entre profissionais ligados à Educação no município.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) alegou não ter havido fechamento de turmas na modalidade Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (Eaja), mas sim, uma recondução de alunos após abertura do período de matrículas.

O Coordenador –geral do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), Antônio Gonçalves, falou ao Jornal Opção que esse posicionamento dado pela SME é falso. Segundo ele, o órgão fechou de forma arbitrária as salas de aula que cumpriam a função social de amenizar as desigualdades, haja vista, que os alunos do Eaja tiveram seus direitos negados quando tinham a idade “certa” para estudarem.

O representante do sindicato afirmou ainda, que a decisão da secretaria não levou em consideração as condições dos alunos, pois muitos deles já têm idade avançada, e o deslocamento só dificulta a frequência nas aulas. “A tendência agora é a evasão dos alunos, já que muitos estudavam em seu próprio local de trabalho, como é o caso dos servidores da Comurg”, pontuou o coordenador.

Antônio disse ainda, que todos os anos é realizado um estudo de rede pela Pasta, no intuito de verificar as unidades disponíveis, demanda de alunos e quadro de funcionários. Entretanto, neste ano, “em pleno mês de abril, o secretário de Educação resolve fechar essas salas de forma abrupta, sem estudo prévio, induzindo à evasão dos estudantes”, concluiu.

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