Fechamento de fronteiras faz aumentar apreensões de drogas e produtos contrabandeados

Após o governo fechar as fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, em combate ao coronavírus, número de apreensões de drogas e cigarros cresceram. Aumento de efetivo policial no controle da barreira contribuiu para fiscalização

Ponte da Amizade, que liga Brasil e Paraguai já tinha sido fechada na quarta-feira (18) por decisão do presidente paraguaio | Foto: Getty

Com o fechamento das fronteiras do Brasil com demais países da América do Sul, além de contar a propagação do novo coronavírus, também contribuiu para apreensões em drogas e cigarros de contrabando. Para Eduardo Bettini, coordenador-geral de fronteiras da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a causa disso foi o reforço da fiscalização nas barreiras sanitárias em mais de 16 mil quilômetros de fronteira. “O aumento da fiscalização significa mais policiais e, dessa forma, as apreensões acabam acontecendo em volume maior”, afirmou.

Como o trânsito de carga não está proibido, os contrabandos continuaram e, com isso, permitiu as apreensões. Entre os dias 13 e 16 de março, antes das fronteiras serem fechadas, foram apreendidos 1.400 quilos de drogas. Entre 20 e 23 de março, já após o fechamento, a quantidade subiu para 3.900 quilos. Um aumento de 180%. Os cigarros subiram ainda mais. Entre 13 e 16 de março, foram apreendidos 1.195.970 maços. Com o fechamento, entre 20 e 23 do mesmo mês foram 5.341.000 unidades. Ou seja, aumentou 346% e cerca de R$33 milhões de prejuízo para criminosos.

As fronteiras com maior número de apreensões são no Paraná e Mato Grosso do Sul.

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