Fazenda de senadora do RS é invadida por MST em Goiás

Propriedade rural é alvo de polêmica desde 2014. Movimento alega improdutividade de terras, mas Ana Amélia acredita em retaliação devido voto favorável ao impeachment

Agência Senado

Senadora Ana Elisa (PP-RS) | Agência Senado

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu na madrugada desta quinta-feira (8/9) a fazenda Saco de Bom de Jesus, no município de Formosa (interior de Goiás), ligada à senadora Ana Amélia (PP-RS). Em nota, o MST afirma que a propriedade rural pertence à senadora e justifica a ocupação como forma de “denunciar a existência de espaços improdutivos no Estado de Goiás”.

Em sessão plenária, na tarde desta quinta-feira, Ana Amélia repudiou a invasão à propriedade, que, segundo ela, já não mais pertence à sua família. Em pronunciamento, a senadora afirmou, ainda, que o episódio é, na verdade, uma retaliação ao seu posicionamento favorável à destituição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Em retaliação ao meu voto a favor do impeachment, o MST invadiu, nesta manhã, a propriedade rural, no interior de Goiás, que pertencia ao meu marido, falecido em 2011, vendida em 2014 a novos proprietários, assim que foi concluído o inventário. Os compradores foram prejudicados, injustamente. Essa é a reação violenta e antidemocrática por não aceitarem a decisão do Senado Federal”, argumentou.

De acordo com o MST, a fazenda possui extensão de 1,9 mil hectares e foi adquirida em 1984 por Ana Amélia e pelo marido, ex-senador Octávio Cardoso, já falecido. A fazenda é alvo de polêmica desde 2014, quando Ana Amélia era candidata ao governo do Rio Grande do Sul. À época, o grupo acusou a senadora de não declarar integralmente seu patrimônio.

Conforme o movimento, em 2011, no ano em que incluiu a fazenda em seu inventário, a senadora teria declarado de forma parcial a propriedade rural. “Cerca de 36% das terras em Goiás, correspondente a 680 hectares, não constam na parte somada ao patrimônio da senadora após o falecimento de Cardoso, no mesmo ano”, narra o MST, em nota.

O grupo também aponta supostas contradições em informações presentes no inventário da propriedade, enfatizando que a fazenda “não cumpre a função social” e que, por isso, “deve ser declarada de interesse social e destinada para fins de Reforma Agrária”.

Durante pronunciamento nesta quinta, a senadora reforçou que a fazenda foi vendida em agosto de 2014, mas que o processo de transferência ao novo proprietário ainda estaria em fase de conclusão. Ana Amélia acrescentou também que não poderia declarar nenhuma parte da propriedade rural naquele ano, uma vez que o inventário de seu marido ainda não havia sido finalizado.

“Essa propriedade rural estava integrante em um espólio no inventário do meu marido e o inventário não se termina até que haja a divisão dos bens. Eu não poderia pegar aquilo que não me pertencia. Nenhuma parte era minha, porque o inventário não havia sido finalizado. Esse patrimônio só podia ser declarado após a partilha do patrimônio”, explicou. (Confira abaixo vídeo do pronunciamento da senadora durante sessão nesta quinta)

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JORGE ALMADA

Esta é política conduzida através de LULA, PT E DILMA incentivando invasões destruindo propriedades particulares. O MST nada mais é que um braço da política BOLIVARIANA que o LULA está tentando implantar no Brasil. CUT E P.Cdo B, também fazem parte do mesmo braço de articulação do COMUNISMO BOLIVARIANO, com objetivos claros levar o PAIS a um conflito social com consequências terríveis para a economia e estabilidade política no PAIS.