A criminalização da homofobia também é defendida em outro trecho do programa

O PSB divulgou nesta sexta-feira (29), em São Paulo, o programa de governo da presidenciável Marina Silva. O plano da candidata, que é fiel da igreja Assembleia de Deus, é dividido em seis eixos principais e traz uma série de pontos polêmicos, entre eles, envolvendo questões relacionadas à comunidade gay.

“É preciso olhar com respeito às demandas de grupos minoritários e de grupos discriminados. A população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) encontra-se no rol dos que carecem de políticas públicas específicas. O direito de expressar sentimentos e vivenciar a sexualidade deve ser garantido a todos. As demandas da população LGBT já estão nas agendas internacionais. No Brasil, no entanto, precisamos superar o fundamentalismo incrustrado no Legislativo e nos diversos aparelhos estatais, que condenam o processo de reconhecimento dos direitos LGBT e interferem nele”, defende o PSB no texto.

O programa de governo também prevê o apoio de propostas em defesa do casamento civil igualitário, bem como a eliminação de obstáculos à adoção de crianças por casais homoafetivos. A criminalização da homofobia também é defendida em outro trecho do plano.

“Incluir o combate ao bullying, à homofobia e ao preconceito no Plano Nacional de Educação, desenvolvendo material didático destinado a conscientizar sobre a diversidade de orientação sexual e às novas formas de família”, acrescenta o documento.

Plano de governo

Com 242 páginas, o plano de governo pessebista está dividido em seis eixos, são eles: Estado e Democracia de Alta Intensidade; Economia para o Desenvolvimento Sustentável; Educação, Cultura e Ciência, Tecnologia e Inovação; Políticas Sociais, Saúde e Qualidade de Vida; Novo Urbanismo, Segurança Pública e o Pacto pela Vida; Cidadania e Identidades.

Em outro ponto polêmico do plano, a ambientalista defende a utilização da energia nuclear para que o país se torne um ator relevante no setor energético, onde o pré-sal passaria a ter papel secundário.

O programa ainda prevê o fim da reeleição e a adoção de um mandato de cinco anos, bem como mudanças nos critérios de votação para cargos proporcionais, permitindo o registro de candidaturas avulsas, sem a representação dos partidos.

Confira AQUI o plano de governo pessebista na íntegra.