Família de idosa acamada teme redução do tempo de acompanhamento técnico pelo Ipasgo

“Se diminuir esse período da presença da técnica de enfermagem nós não saberemos o que fazer”, diz filha

Foto: Reprodução

O atendimento médico domiciliar oferecido por planos de saúde, o chamado home care, tem sido uma alternativa para idosos que necessitam de atenção especial. Entretanto, nem sempre o serviço é realizado da forma como o paciente esperava.

A família de Valma Soares de Macedo, usuária do plano de saúde do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo), usa o home care há cerca de um ano e dois meses. Aos 67 anos, a aposentada sofre do Mal de Alzheimer e precisa de cuidados na maior parte do tempo.

O serviço é prestado pela Semp Saúde — empresa terceirizada pela Ipasgo. No entanto, a filha de Valma, Ludmila Soares, diz que o Ipasgo quer diminuir o tempo de atendimento em que uma técnica de enfermagem fica com a sua mãe.

Segundo ela, o instituto pretende reduzir de 24h para 12h a presença da técnica de enfermagem no local. “O caso da minha mãe é de alta complexidade. Ela precisa de atendimento especial”, disse. “Minha mãe está vegetando e precisa desse acompanhamento. Se diminuir esse tempo da presença da técnica de enfermagem nós não saberemos o que fazer”, disse.

O que diz o Ipasgo

Em nota, o Ipasgo informou que neste ano “não houve alterações nos critérios de atendimento do Programa Especial de Reabilitação e Cuidados Especiais, que seguem a portaria editada em 2017”.  E completou dizendo que o esforços da nova direção, na verdade, visam “à ampliação dos serviços do plano de saúde em todo o Estado de Goiás”.

Em relação à Internação Domiciliar, o Ipasgo disse que os pacientes elegíveis para tal são classificados de acordo com o quadro clínico apresentado, com parâmetro nas normas editadas pela Associação Brasileira de Medicina Domiciliar (Abemid), conforme escalonamento para designação dos níveis de complexidade da assistência domiciliar.

“Para os casos considerados de baixa complexidade, o plantão de técnico de enfermagem é de 6 horas; nos casos de média complexidade o plantão técnico de enfermagem é de 12 horas e os de alta complexidade têm plantão técnico de 24 horas”, disseram.

Tratando-se especificamente do caso de Valma Soares de Macedo, o Ipasgo se comprometeu a averiguar a situação. As informações, segundo o Instituto, estão sendo checadas. Assim que houver qualquer novidade o Jornal Opção irá atualizar a matéria. 

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