Faltam políticas de atração e estímulo em Rio Verde, diz empresário

Presidente da Acirv aponta fornecimento precário de energia como problema ampliação e instalação de empresas no município, que deixou de ser um dos melhores para fazer negócio no País

Foto: Reprodução

Rio Verde deixou de ser uma das melhores cidades para fazer negócio no País, como revelado pelo Jornal Opção, conforme dados da pesquisa Urban Systems relativos a 2018. Um empresário ligado à cidade e que preferiu não se identificar afirmou que esse interesse esfriou por falta de políticas governamentais nesse sentido desta gestão.

“Por mais que tenha pujança no município, infelizmente não temos conseguido atrair grandes investidores”, revela a fonte ao lembrar que nos anos 2000 houve um boom e grande crescimento com a chegada da Perdigão, que contribuiu, inclusive, na atividade no campo e intensidade de industrialização.

“Mas se perderam ao buscar o crescimento da cidade apenas com esse boom, sem buscar mais companhias. Então o ambiente ficou ruim, sem políticas de atração e sem estímulo a quem está lá”. Sobre isso, ele cita que o governo estadual criou um taxa para empreendimentos que chegam, o que também tem atrapalhado.

Acirv

Ivo Marques de Moraes Junior, presidente da Associação Comercial e Industrial de Rio Verde (Acirv), disse ao Jornal Opção que o município não passou alguns dados para aferir a pesquisa, por problema no sistema. “Isso é o que nos informaram”.

Para ele, Rio Verde não entrou mais uma vez na lista por falta de informação. Porém, a cidade vinha de uma curva decrescente: Em 2016, o município ocupava a 65ª posição e, em 2017, caiu para 82ª. Em 2018, pesquisa mais recente, ela não apareceu no relatório.

Ele afirma que, aparentemente, a cidade não demonstrou queda, inclusive, no fim do ano, a uma indústria de embalagens se instalará na cidade. “Se há crise econômica é a geral, do Brasil, não específica a Rio Verde”.

Enel

Porém, o presidente da Acirv aponta uma variável que poderia, sim, ter prejudicado a cidade: o fornecimento de energia da Enel. “Isso sim pode ter influenciado”.

Segundo Ivo, a deficiência energética impede a ampliação das empresas, além de evitar a instalação de muitas outras. “Postergam investimentos. Muitos empresários não conseguiram ligar os equipamentos. Usam geradores”, exemplificou.

Em nota a Enel se posicionou:

Desde que assumiu a distribuição de energia em Goiás, em fevereiro de 2017, a Enel tem investido 3,5 vezes mais no Estado em relação ao período em que a empresa era estatal. Na região de Rio Verde, já foram investidos cerca de R$ 163 milhões – dos quais R$ 56 milhões aplicados somente no município de Rio Verde, com foco na modernização e digitalização da rede elétrica e no incremento das ações de manutenção, além da aceleração de novas conexões rurais.

Para este ano, está prevista a ampliação da capacidade da Subestação Rio Verde e, para o próximo ano, a inauguração da Subestação Ipê. Além disso, os investimentos em digitalização incluem a instalação de religadores automáticos, equipamentos que permitem identificar e corrigir, à distância, eventuais falhas na rede de distribuição, otimizando o tempo do serviço em casos de quedas de energia e reduzindo os impactos sentidos pelos clientes. Os aparelhos telecomandados instalados no município já beneficiam cerca de 86 mil clientes diretamente.

As ações de modernização do serviço na região também contemplam a substituição de cabos, postes e equipamentos da rede em bairros como Dom Miguel, Maurício Arantes, Valdeci Pires, Céu Azul, Setor Pauzanes e Vila Borges. A distribuidora está investindo ainda na interligação dos circuitos elétricos que atendem os bairros Serpro, Canaã, Solar Ataíde e Green Park, para otimizar a gestão das cargas nessas localidades, garantindo a qualidade do fornecimento.

A distribuidora também realiza inspeções termográficas com o uso de helicóptero nas redes de média tensão, especialmente em áreas rurais, para auxiliar na identificação de riscos de falhas do sistema elétrico e acelerar ações corretivas. Em Rio Verde, dos cerca de 2,6 mil quilômetros de redes de média tensão, a distribuidora inspecionou mais de 950 quilômetros em 2018 e vai inspecionar outros mil quilômetros este ano. Em todo o Estado, cerca de 57 mil quilômetros de redes passarão por inspeções aéreas até o fim de 2019.

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