Falta de pagamento já atrasa pedidos de insulina em Goiânia, diz fornecedora

Representante da empresa explica que para que o medicamento chegue às unidades do SUS, o pedido deve ser feito aos fabricantes com até 15 dias de antecedência 

Os diabéticos que dependem da insulina e bomba de insulina fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), podem mais uma vez ficar sem os insumos por conta de um atraso da Prefeitura de Goiânia em fazer o pagamento à empresa fornecedora de medicamentos.

Acontece que o pagamento acordado entre a empresa Hospfar e a prefeitura, referente à divida deixada pela gestão anterior, deveria ter sido feito no último dia 10 de março. Segundo o diretor da fornecedora, Brandão Rezende, sem o repasse no valor de R$ 1,6 milhão, não é possível que seja feito o pedido aos laboratórios fabricantes do medicamento.

“Não vamos ser radicais em dizer que romperemos o contrato, mas também não podemos fornecer o produto sem receber. Queremos apenas que a prefeitura cumpra o acordado. Estamos apenas aguardando o Empenho da administração para fazer o pedido de compra do medicamento, que já deveria ter sido feito”, disse o diretor.

Por tratar-se de produto perecível, o trâmite para a compra dos insumos passa por pedidos que devem ser feitos à indústria que fabrica a insulina e todo o processo pode durar até 15 dias. “Não sabemos como estão os estoques da prefeitura, portanto é difícil dizer se vai faltar medicamento para a população, mas os pedidos para a remessa do começo de abril já deveriam ter sido feitos”, ponderou.

Ainda segundo o diretor da Hospfar, a dívida da prefeitura com a empresa fornecedora é referente a repasses de 2016, da gestão Paulo Garcia (PT), que soma R$ 3 milhões. O acordo feito com a atual gestão era de que a primeira metade fosse paga no último dia 10 de março e a segunda metade ficaria para 10 de abril. A empresa esclarece, porém, que as mensalidades referentes a 2017 estão sendo pagas em dia.

O Jornal Opção entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde e questionou se os pagamentos estão mesmo em atraso, se existe previsão para regularização dos repasses e também qual a situação dos estoques de insulina e bombas de insulina, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

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