Até o momento, o Procon Goiás já registrou duas denúncias relacionadas a este golpe, mas também há registros no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e São Paulo

Golpistas têm como público-alvo os idosos, beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e servidores públicos, ativos ou aposentados. Até o momento, o Procon Goiás já registrou duas denúncias relacionadas ao golpe do consignado, mas também há registros no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e São Paulo.

A prática da falsa portabilidade tem chamado a atenção das autoridades. O falsário oferece à vítima a portabilidade de dívidas anteriores com a redução da taxa de juros das parcelas. Muitas vezes, como forma de atrair os consumidores, é ofertado lucro imediato de 10% sobre o valor depositado na conta dos servidores.

O dinheiro negociado para que seja efetuada a quitação da primeira dívida é depositado na conta da vítima, mas ela logo é procurada para que seja realizada uma transferência do valor para uma conta bancária vinculada ao CNPJ da empresa criminosa.

A desculpa dada pelos golpistas é que este “estorno” é necessário para a conclusão da portabilidade da dívida. Pronto, a pessoa não só se tornou vítima de um golpe, mas agora possui dois empréstimos (o original e o recém-contratado) para quitar.

O que torna esse golpe mais perigoso do que os demais é o fato de uma possível participação de um representante do banco que, em um suposto envolvimento com a organização criminosa, se encarrega de repassar informações sigilosas dos clientes que possuem empréstimos consignados e a margem disponível para realizar novas contratações. Tudo isso acaba por trazer credibilidade aos falsários.