Fabricante do hidrogel Aqualift classifica como “prematura” a responsabilização do produto pela morte de auxiliar de leilão

Em carta de esclarecimento, a Rejuvene Medical afirma que o produto nunca foi comercializado a profissionais que não fossem médicos

A empresa distribuidora do hidrogel Aqualift, material supostamente utilizado pela falsa biomédica Raquel Policena em procedimentos estéticos em Goiânia e Catalão, divulgou à imprensa uma carta de esclarecimento quanto à morte da auxiliar de Leilão Maria José Medrado de Souza Brandão, de 39 anos. No comunicado, a Rejuvene Medical classifica como “prematura” qualquer imputação de que o produto tenha sido o causador do falecimento da paciente, uma vez que “não houve apreensão física do produto no local”.

Conforme a polícia, Raquel Policena pode ter provocado a morte de Maria José após aplicar hidrogel Aqualift nos glúteos da paciente sem a devida capacitação para tal. Segundo a empresa distribuidora, no entanto, o material nunca foi comercializado para profissionais que não fossem médicos, “visto que o produto só pode ser vendido ao profissional com a apresentação específica de toda documentação comprobatória”.

“Acreditamos que os fatos serão esclarecidos mediante a comprovação da qualidade e do tipo de medicamento contido no corpo da paciente fatal, mediante os exames específicos para sua apuração e esclarecimento no âmbito judicial”, ratifica a nota.

Em entrevista ao Jornal Opção Online no final do último mês, o cirurgião plástico Fábio Fernandes disse que nunca havia utilizado o hidrogel Aqualift em seus pacientes, e que também não conhecia nenhum outro profissional médico que o manuseasse. “Os riscos incluem aplicação muito superficial, o que pode deixar irregularidades, aplicação intravascular, podendo levar a embolia, assimetrias de contorno, reações alérgicas, entre outros”, esclareceu.

Além de Maria José, a falsa biomédica teria realizado o procedimento em ao menos 14 outras mulheres. Em depoimento à polícia, Raquel contou que adquiriu o hidrogel em uma cidade do interior de São Paulo, sem emissão de nota fiscal.

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