Exportações crescem e balança goiana fecha com saldo de US$ 204 milhões

O resultado, melhor da história para o mês, garante o 22º superávit consecutivo na corrente de comércio internacional de Goiás

Vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eliton (2)

Foto: divulgação/ assessoria



As exportações de novembro somaram US$ 452,605 milhões, enquanto as importações chegaram a US$ 248,560 milhões, resultando em saldo comercial de US$ 204,045 milhões. Os números, se comparados com novembro do ano passado, mostram aumento de 4% nas exportações e de 98% no saldo. As importações, por sua vez, apresentaram queda de 23%.

Dados divulgados nesta sexta-feira (4/12) pelo vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico (SED), José Eliton (PSDB), esclarecem que o superávit comercial obtido em novembro foi o melhor da série histórica iniciada na década de 1990 pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O mês também registra o 22º superávit consecutivo obtido pela balança comercial goiana. As exportações ainda se destacam ao atingir o 3º mais significativo resultado da história nessa mesma série.

O titular da SED falou sobre a importância do resultado obtido pelo comércio goiano. Para ele, a notícia se torna mais relevante porque o país passa por um quadro econômico altamente recessivo.  “Somos impactados, a cada momento, com notícias ruins sobre a economia nacional. Então, é imperioso que compartilhemos com vocês os bons resultados do nosso comércio internacional”, disse.

O vice-governador aproveitou a ocasião para destacar a importância das missões comerciais realizadas no decorrer do ano na sustentação desses números: “As vendas para o mercado externo são imprescindíveis para amenizar os impactos da crise nas empresas. Esse é um dos motivos pelo qual nosso Estado sofre em menor escala os efeitos da recessão”.

Nos onze meses do ano, as exportações goianas acumularam em US$ 5,330 bilhões, um recuo de 17,9% ante o mesmo período do ano passado. As importações também tiveram redução de 22,5%, com total de US$ 3,153 bilhões. O resultado proporcionou superávit comercial de US$ 2,177 bilhões.

Em novembro, as vendas goianas para o mercado externo representaram 3,28% do total das exportações brasileiras, contra 2,78% apurado em novembro do ano passado. No acumulado do ano, a participação atingiu 3,06% do total nacional.  O saldo comercial da balança comercial goiana representa 16,2% do saldo nacional.

Produtos e destinos

Pelo 2 mês consecutivo, o milho liderou as exportações goianas. Em novembro, o produto representou 27,4% das vendas para o mercado externo. As carnes (bovinas, aves e suínas) participaram com 26,6%. Na sequência, aparecem o complexo soja, 15,8%; ferroligas, 7,4%; ouro, 6,6%; couro, 4,6%; açúcar, 4,4%; algodão, 1,2%; amianto, 0,91%, além de café, chá, mate e especiarias; outros produtos de origem animal; produtos farmacêuticos; preparações alimentícias; gelatinas e derivados, e veículos e suas partes.

Os complexos do milho e da soja, ouro, e café e chás foram os principais produtos responsáveis pela variação positiva nas exportações de novembro, na comparação com este mês do ano passado.

Os principais destinos para os produtos goianos foram, respectivamente, a Holanda (13,9%), China (11,9%), Coreia do Sul (8,9%), Japão (6,5%), Índia (4,9%), Irã (4,3%), Taiwan (3,6%), Rússia (3,5%), Hong Kong (3,5%) e Vietnam (3,3%).

Nas importações, destacaram-se os produtos farmacêuticos com participação de 30,3% das compras, seguidos pelos automóveis, tratores e suas partes, 22,6%; adubos ou fertilizantes, 11%; caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, 8,2%; produtos químicos orgânicos, 7%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes, 3,5%; instrumentos e aparelhos de ótica e fotografia, 2,7%; bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, 1,5%; sal, enxofre, terras e pedras, gesso, cal e cimento, 1,4%; plástico e suas obras, 1,3%.

Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão, Alemanha, China, Tailândia, Índia, Rússia, Suíça e Canadá aparecem como os principais países de origens das importações goianas.

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