Expectativa do PIB de 2014 cai novamente e fica em 0,9%

Previsão de queda se dá mesmo após uma série de medidas de aquecimento da economia terem sido anunciadas pelo BC com objetivo de estimular o crédito e esquentar o mercado financeiro

Depois de nove baixas consecutivas, o Banco Central (BC) reduziu para 0,9% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2014. Para a semana passada, a expectativa era de 0,97%. De acordo com o Boletim Focus, divulgado semanalmente pela instituição, a estimativa para a expansão da produção industrial permanece em 1,15% de retração para este ano e em 1,7% de crescimento para 2015.

A previsão de queda se dá mesmo após uma série de medidas de aquecimento da economia terem sido anunciadas pelo BC com objetivo de estimular o crédito e esquentar o mercado financeiro, como a liberação de uma parcela dos depósitos compulsórios, o que permite que o dinheiro que normalmente é destinado a uma conta da instituição passa ser movimentado por outros bancos, com expectativa de que R$ 45 bilhões sejam injetados no setor financeiro.

O mercado financeiro não aguarda alterações significativas da taxa básica de juros (Selic) –– instrumento usado para influenciar a atividade econômica, com destaque para a inflação. Essa é a mesma situação verificada nas últimas oito semanas, sendo que pela segunda vez seguida, no dia 16 último, Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a Selic em 11% ao ano. A decisão se deu após um ciclo de nove altas seguidas na tentativa de conter a inflação e ao manter o porcentual, o comitê indica que as elevações anteriores serviram para controlar as altas nos preços. O Copom admite que a inflação se mostrará resistente nos próximos trimestres, com tendência a se adequar à meta do governo (que é de 4,5%, com limite superior de 6,5%) no futuro próximo no caso de a Selic se manter estável.

Para 2015, porém, os analistas das instituições financeiras consultadas pelo BC preveem que a taxa básica de juros volte a subir e chegue ao final do próximo ano em 12%.

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