“Governantes vivem o fim de sua lua de mel com o eleitor, que está mais crítico”, conclui pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo Grupom comparou expectativas sobre a gestão de Ronaldo Caiado (DEM) entre dezembro de 2018 e abril de 2019. Uma das perguntas questionava: Qual sua expectativa para a administração de Ronaldo Caiado?

A esse questionamento, os entrevistados poderiam responder se era melhor que a do ano anterior, muito melhor, igual, pior ou muito pior. Essas respostas eram classificadas nas categorias: melhor, igual, pior ou não sabe. Em dezembro, 4,9% das pessoas tinham a pior das expectativas. Já em abril esse número era de 13,6% — um aumento de 177,5%.

Ainda segundo a pesquisa, 74,6% tinham a melhor das expectativas sobre essa nova gestão em dezembro. Em abril o total reduziu para 66,5%. Uma queda de 8,1 pontos percentuais. No último mês de 2018, 13,9% consideravam que não haveria mudanças em relação ao ano anterior. Já em abril o número é de 18%.

Os indecisos em dezembro representavam 6,6% da tabela e, em abril, apenas 1,9% não tinha opinião formada. Ainda segundo a pesquisa, houve uma redução geral da percepção positiva da população.

“Em maior ou menor grau, em função do aspecto analisado, percebemos que os goianos estão menos esperançosos neste começo de 2019 uma vez que as expectativas de melhoria para este início de ano eram muito altas e muitas delas ainda não se confirmaram”, diz o texto.

Presidente

Os números positivos na avaliação do governo de Jair Bolsonaro (PSL) também caíram, em detrimento do crescimento dos índices negativos. Sobre isso, o Grupom avalia que a população tinha esperanças de que haveria uma solução rápida aos problemas, o que não ocorreu.

“Ambos [Caiado e Bolsonaro] foram eleitos com grandes expectativas, com a esperança de que as mazelas percebidas pela população seriam “resolvidas” rapidamente a partir da posse do “salvador”, mas a realidade e as dificuldades intrínsecas do processo da governabilidade não permitiram que os eleitos dessem celeridade aos processos de mudança. A população por sua vez não compreende a causa, mas indica o efeito, tendo a sua esperança dissolvida com o tempo”, explicam.

Áreas

As expectativas também se reduziram em relação à Segurança Pública, ao emprego e à qualidade de vida e Saúde. Para se ter uma ideia, de 73,5% que achava que a oferta de trabalho melhoraria em dezembro, quatro meses depois apenas 56,3% tem essa esperança.

Apesar disso, o Grupom considera que os resultados estão dentro do esperado para um estudo comparativo. “Os governantes vivem o fim de sua lua de mel com o eleitor, que está mais crítico, mas ainda conserva, findo o primeiro trimestre de 2019, boa parte da esperança de melhoria identificada ao fim de 2018″, avaliaram.

A pesquisa entrevistou moradores do Estado de Goiás, entre homens e mulheres, com idade igual ou maior a 16 anos e máximo de 85 anos de todas as classes econômicas. Ela foi coletada por meio eletrônico com um questionário estruturado utilizando o sistema de coleta “Cati” e pós ponderada por gênero, idade, região de moradia, renda e escolaridade. A amostragem foi de 459 entrevistas.