Expectativa com empréstimo de R$ 1,9 bi é que consumidor da Celg sinta melhorias dentro de dois anos

Valor será pago em treze anos, sendo os três primeiros de carência, após isso com juros de 6,8 a.a. Maior parte do montante servirá para quitação de dívidas no setor elétrico e outra parte para investimento da estatal

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Fernando Navarrete vice-presidente da CelgPar | Foto: Thiago Araújo

Durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (18/9) o vice-presidente da CelgPar, Fernando Navarrete, explicou os detalhes de como serão aplicados os recursos referente ao empréstimo de R$ 1,9 bilhão feito pela Companhia Celg de Participações junto à Caixa Econômica Federal. Segundo Fernando Navarrete, este valor que entrou na conta da estatal na tarde dessa quarta-feira (17) oferece um potencial de investimento em torno de R$ 700 milhões para os próximos três anos. “Com o empréstimo a situação financeira da Celg está absolutamente equilibrada e em 24 meses o consumidor será beneficiado com maior qualidade de serviços prestados”, estima.

Parte do empréstimo sera destinado à expansão, manutenção e reestruturação da rede elétrica no Estado, como obras em subestações e viabilização de novas cargas elétricas para o setor agrícola. “Repassaremos R$ 187 milhões para esta demanda. Desse total, 25% será destinado aos municípios e 75% ao governo estadual”, afirmou, completando ainda que a maior parte do empréstimo, cerca de R$ 1,460 bilhão, servirá para encargos setoriais, “como quitação de dívidas no setor elétrico”.

A operação junto à Caixa Econômica deverá ser liquidada em treze anos, sendo os três primeiros de carência total. “A partir deste tempo os juros serão de 6,8% fixo ao ano. Mesmo que, por exemplo, a inflação suba este valor permanecerá”, afirmou.

Federalização

Com relação à consolidação do processo de federalização da Celg, Fernando Navarrete salientou que agora faltam apenas aprovações das assembleias gerais de cada uma das companhias. A CelgPar marcou a sessão para discutir a viabilização do processo para a próxima segunda-feira (22) e a Eletrobras para o dia 26.

“A confirmação jurídica e societária da federalização pode ocorrer no final deste mês e no começo de outubro, já que os acionistas majoritários, que são a união e o Estado de Goiás já manifestaram publicamente o seu acordo com essa operação e em pouco tempo veremos a Celg renascida. A novela acabou e com um final feliz”, comemorou o vice-presidente da CelgPar.

Histórico

O imbróglio Celg-Eletrobras foi iniciado em dezembro de 2011, quando ficou definido o processo de transferência das ações, com prazos e metas, que acabaram não sendo devidamente cumpridos.

Dentre os impasses que atrasaram a conclusão, os mais recentes foram as premissas das Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD), que acontecia basicamente pelo fato de a Eletrobras querer que o Estado comprasse as dívidas das prefeituras com a Celg (sanado em novembro de 2013); e também a divergência de preços das análises feitas pelas empresas avaliadoras da Eletrobras (Deloitte ) e da Celg (Funape/UFG).

De agosto último para cá, a promessa de acordo necessária para a federalização foi assinada entre as empresas. Sendo que a assinatura que liberou o presente empréstimo se deu no último dia 2 entre dirigentes da CelgD e da CelgPar e seguiu para a sede da instituição financeira e da Eletrobras para a coleta das demais assinaturas. O empréstimo dessa quantia é uma exigência da fornecedora goiana, mas chegou a ser descartada pela estatal federal numa tentativa de manobra, o que causou certo impasse até que novas conversas o reinseriram no acordo.

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