Expansão urbana será feita de maneira pontual, diz secretário sobre Plano Diretor

Rodeada por interesses políticos e empresariais, matéria é a próxima polêmica da Câmara

Henrique Alves, superintendente da Seplanh | Foto: divulgação

Ainda na procuradoria da Prefeitura de Goiânia e sem ser encaminhado à Câmara, Plano Diretor deve ser próxima pauta polêmica a ser discutida na Casa. Ao Jornal Opção, o secretário Municipal de Planejamento Urbano e Habitação Henrique Alves disse que um dos pontos do texto é a expansão urbana, que, segundo ele, será feita de maneira pontual.

“Foram estabelecidos critérios técnicos para essa expansão e ela não deve ter um impacto muito significativo no próximo plano”, disse. Segundo ele, no que concerne à urbanização, há propostas de correção de perímetro em áreas de potencial para o desenvolvimento e, ainda, correção de outras que foram expandidas de forma irregular.

“Nós fizemos um levantamento e temos dados que mostram uma quantidade razoável de vazios urbanos e é nesses pontos específicos que o próximo plano se propõe a mexer”, explica. Ele garante que, nesse sentido, não haverá muita diferença em relação ao plano anterior. No entanto, Henrique reforça que tudo será feito conforme critérios técnicos, apontados por entidades em audiências públicas.

Entretanto, há especulações de que o plano estaria rodeado por interesses políticos e empresariais que poderiam mais prejudicar do que desenvolver a Capital. Em entrevista na manhã de terça-feira, 4, o vereador Jorge Kajuru (PRP) ressaltou a presença do “cartel” imobiliário da Cidade na sessão que elegia o próximo presidente da Câmara Municipal de Vereadores.

Segundo ele, haveria um interesse dessa categoria para que o próximo chefe da Casa facilite a vida desses empresários na formatação final do texto do Plano Diretor. “Minha preocupação é como vai ser o comportamento desta Casa no que tange a isso”, destacou.

Kajuru disse, ainda, que espera que o resultado da eleição, que escolheu Romário Policarpo (PROS) para chefiar a Câmara, dificulte a vida de quem quer se beneficiar às custas desse projeto. “O Plano Diretor é mais grave que o IPTU e tem que ser apreciado com cuidado”, disse.

O vereador ainda denunciou que os integrantes do tal “cartel” acompanharam toda a votação e, logo depois, foram conversar com integrantes da chapa derrotada em uma sala.

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