Exclusivo: Médico investigado em fraudes do Imas diz que não sabia da dimensão das irregularidades

Ele garantiu à reportagem que sua clínica não faz parte do esquema e disse que há a possibilidade de suas assinaturas terem sido falsificadas

Médico Glaydson Jerônimo falou com exclusividade ao Jornal Opção sobre investigação no Imas e seu envolvimento | Foto: Reprodução

Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o médico Glaydson Jerônimo da Silva, que é investigado pelo Ministério Público de Goiás, na Operação Fatura Final, por esquema fraudulento no Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), disse que não sabia da dimensão das irregularidades cometidas pelo também médico Carlos Bahia.

Bahia, ex-diretor do Imas, sublocava um espaço na clínica de Glaydson. “Em junho do ano passado nós soubemos que havia a possibilidade do meu colega estar envolvido em atos ilícitos, então logo eu pedi que ele saísse”, disse.

“Mas eu nunca imaginei que tivesse a dimensão que foi revelada pelo Ministério Público, tampouco sabia que ele havia utilizado o meu nome”, contou. Segundo Glaydson, nos autos da investigação consta que Bahia pode ter falsificado suas assinaturas em documentos fraudulentos.

“Minha clínica não faz parte disso, há indícios de fraudes em documentos que envolvem meu nome, mas já esclareci isso com o MP e, por isso, fui liberado”, explicou. O médico foi preso na quinta-feira, 21, quando houve deflagração da operação, mas foi liberado na sexta,22, após prestar depoimento no Gaeco.

“Ficou concluído que eu não participei de nada, minha clínica existe há muitos anos aqui em Goiânia, é uma empresa que presta serviço relevante para a sociedade, eu apanhei demais nesses últimos dias por uma história do passado, em que não tenho envolvimento. A gente nunca sabe se o sublocatário é de boa ou má fé”, finalizou.

Glaydson é proprietário da clínica Amice, que sublocava espaço para a Urgembrás, empresa de fachada de Carlos Bahia. A Amice não tinha contrato com o Imas e o médico afirma que era apenas sublocadora para a outra. Em 2017 ele foi exonerado do cargo de superintendente de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde.

As investigações apontam que ele requisitava exames para a Urgembrás, mesmo sabendo que ela não existia, supostamente, atuando nas duas empresas. Ele, no entanto, afirma que nunca fez parte disso e que as mesmas investigações acusam possibilidade de falsificação de suas assinaturas. Bahia ainda está preso, mesmo após depor no MP na tarde desta segunda, 25.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.