Exame comprova que enfermeira teve 98% de eficácia contra a Covid-19 após tomar 2 doses de Coronavac

Clínica onde servidora atua, em Itaberaí, já negociou 10 mil doses da vacina indiana Covaxin e aguarda sanção do governo federal ao projeto que permite a compra por empresas privadas

Após ser vacinada com a 1ª e a 2ª dose da Coronavac, servidora de saúde que atua na linha de frente do combate da Covid-19 desde abril de 2020, teve imunização de 98%. A porcentagem de eficácia foi revelada após enfermeira realizar exame de anticorpos neutralizantes para a Covid-19.

O exame é voltado para pessoas que já tomaram a vacina. Com ele, é possível saber se, quem tomou o imunizante, está, e quanto está protegido contra o vírus. “Com essa porcentagem, ela dificilmente vai ser infectada pelo coronavírus, inclusive com a variante de Manaus”, explica a dentista, empresária da saúde e proprietária da clínica Clínica Viver Espaço Saúde e Viver Vacinas, localizado em Itaberaí, Cynthia Moreira.

Mesmo atuando na linha de frente do combate a Covid-19, a servidora da saúde não foi infectada pela doença, e foi vacinada com a primeira leva de vacinas do município, de janeiro e fevereiro de 2021.

Resultado do exame de anticorpos neutralizantes da servidora. | Foto: Arquivo da Clínica Viver Espaço Saúde

Variante de Manaus

Segundo estudo realizado pelo Instituto Butantan, a Coronavac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, se mostrou eficiente no combate à variante de Manaus do vírus. O instituto é o responsável estudo clínico da vacina. Já a Fiocruz garante que, de acordo com estudos preliminares, a vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Unidade de Oxford também é eficaz contra a variante.

A Coronavac e a Astrazeneca são as únicas vacinas disponíveis no Brasil até o momento. Ambas estão disponíveis pelo pedido de uso emergencial, que é voltado para imunizar populações específicas, como profissionais da saúde e grupos de risco.

A única vacina que possui o pedido de registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é a Pfizer, que é desenvolvida em parceria com a BioNtech. Após recusar diversas ofertas realizadas pelo laboratório, esta semana o governo federal anunciou que doses da vacina chegarão ao país até o mês de junho.

Segundo Cynthia Moreira, a previsão é que a Covaxin seja a segunda vacina a obter a licença de registro no Brasil, já que o governo federal assinou acordo de compra de 20 milhões de doses na última semana de fevereiro. Com o registro definitivo, a vacina pode ser livremente comercializada no país, pela rede de saúde privada, e aplicada em toda a população.

Compra de vacinas

A Clínica Viver Espaço Saúde, de Itaberaí, realizou a compra de 10 mil doses da Covaxin, vacina indiana que teve eficácia de 81% durante a última fase de testes. Cynthia, que é proprietária da clínica Viver Vacinas, de Itaberaí, afirma que a clínica já realizou o investimento das 10 mil doses e que só está aguardando a sanção do governo federal para que possa recebê-las e iniciar a vacinação.

No aguardo da sanção por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), do projeto que autoriza a compra de vacina por empresas privadas, Cynthia está ansiosa. Com esperanças, acredita que a sanção ocorrerá esta semana. “Fizemos uma grande campanha de vacinação em 2018 durante a epidemia de H1N1, estamos preparados para receber as doses. Nossas geladeiras possuem geradores de 48h, possuímos agulhas, seringas, temos equipes preparadas e vamos fazer vários tipos de sistema de atendimento”, explica.

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