Ex-titular da SMT reclama de falta de autonomia na pasta

Felisberto Tavares reassume mandato de vereador e espera que a Câmara continuem as investigações no âmbito da Secretaria de Trânsito 

O ex-secretário municipal de Trânsito (SMT) e vereador eleito pelo PR de Goiânia, Felisberto Tavares, deixou o primeiro escalão da Prefeitura de Goiânia na última terça-feira (23/5). Ele alega que a falta de autonomia  e impossibilidade de atender às demandas foram alguns dos motivos pelos quais decidiu deixar a SMT.

“Não tínhamos autonomia, nem condições de atender às demandas. Além disso, a falta de segurança jurídica para a assinatura de alguns contratos foram problemas que enfrentamos. Esse sentimento de ineficiência me levou a tomar essa decisão”, disse ao Jornal Opção nesta quinta-feira (25/5).

Além disso, ele reforça que foi elementar para o pedido de demissão a necessidade de atuação mais efetiva junto ao sindicato dos Policias Rodoviários Federais, do qual é liderança atuante em Goiás.

Apesar de pouco tempo à frente da pasta, menos de cinco meses, Felisberto Tavares elencou algumas melhorias alcançadas.  “Ficamos apenas alguns meses à frente da pasta, mas posso falar que avançamos muito. Quando assumimos, tínhamos várias viaturas e máquinas estragadas, o que foi resolvido, conseguimos resolver a questão dos contratos da sinalização horizontal, por exemplo”, ponderou.

Quanto à investigação em curso na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da SMT na Câmara Municipal de Goiânia, ele afirma que sempre colaborou com o trabalho dos vereadores e espera que continuem. “Sempre colaborei prontamente. Defendo a transparência total, tanto para com a Câmara como para a imprensa.”

Sobre o contrato com a empresa Eliseu Kopp para a gestão dos fotossensores em Goiânia, já homologado pela prefeitura, porém questionado pela Câmara por indícios de superfaturamento, Felisberto disse em entrevista que deve ser assinado pelo Executivo sem alterações.

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