Ex-superintendente da Sefaz preocupa-se com retorno de São Paulo à guerra fiscal

Segundo ele, a volta do Estado do Sudeste torna Goiás ainda menos competitivo e prejudica Economia

Adonídio Neto Vieira | Foto: Divulgação

Em audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incentivos Fiscais, realizada nesta segunda-feira, 13, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o ex-superintendente executivo da Receita Estadual, Adonídio Neto Vieira, frisou preocupação com o retorno de São Paulo à guerra fiscal.

Para ele, os benefícios fiscais são a maior política de desenvolvimento regional que Goiás tem.  “Os incentivos podem até ser questionados e discutidos, mas, em regra, é o que ajuda o Estado, principalmente em relação à nossa falta de competitividade e à distância para os portos do País”, disse.

Ele explica que o retorno de São Paulo a essa guerra, da qual havia saído há algum tempo, pode prejudicar ainda mais a Economia de Goiás, que abriu mão de incentivos no fim de 2018. Uma das medidas tomada pelo governador João Dória (PSDB) foi a redução do ICMS da querosene de aviação.

A queda foi de 13 pontos percentuais (25 para 12%). Essa alíquota é menor do que a cobrada em Goiás, que desconta 15%. Além disso, Dória também deu benefícios para o setor automotivo e ao de frutas e verduras embaladas. 

Em Goiás, por sua vez, o setor automobilístico foi um dos mais afetados com a redução dos incentivos. A Mitsubishi e a Caoa, inclusive, são possíveis alvos da CPI.

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