O ex-senador Luiz do Carmo afirmou, em entrevista ao Jornal Opção, que segue filiado ao Podemos, apesar de reconhecer a existência de diálogos com outros partidos, entre eles o PL.

Segundo ele, não há decisão tomada sobre mudança partidária, e qualquer especulação nesse sentido ainda faz parte do campo das conversas políticas. De acordo com o ex-parlamentar, o Podemos em Goiás tem estrutura consolidada e perspectiva eleitoral considerada competitiva.

“O Podemos hoje é um partido que tem prefeito, deputado federal, deputado estadual e vereadores. Aqui em Goiás, o Podemos é um partido que vai fazer uma chapa forte. Deve eleger, no mínimo, dois deputados federais e, no mínimo, três estaduais. É um partido médio, do qual eu tenho o prazer de fazer parte”, disse.

“É lógico que eles falam: ‘O senhor vai para o PL fazer uma composição lá?’. Mas isso não tem nada definido. Não há nada definido. Existe conversa, existe composição, mas eu sou do Podemos e defendo o Podemos”, continuou.

Apesar disso, ele confirmou que houve diálogo com lideranças do PL, motivado por sua atuação política durante o período em que exerceu o mandato no Senado. O ex-senador relembrou a proximidade que manteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem apoiou publicamente em diversas pautas.

“Existiu essa conversa, porque quando eu fui senador eu defendi demais o Bolsonaro. Eu cheguei a apresentar, sozinho, o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Eu dizia que ele queria mandar no Poder Executivo. Entreguei isso ao Bolsonaro e, a partir daí, construí uma amizade muito grande com ele”, afirmou.

O ex-senador também revelou que chegou a ser incentivado pelo ex-presidente a disputar uma vaga ao Senado, em vez de concorrer ao cargo de deputado federal. No entanto, a possibilidade estava condicionada ao apoio ao então candidato ao governo estadual Major Vitor Hugo.

Diante do compromisso político já estabelecido com o governador Ronaldo Caiado e seu grupo, ele optou por não disputar o Senado naquele momento.

“Eu ia sair candidato a deputado, mas o Bolsonaro pediu para eu sair a senador. Só que havia uma condição: eu teria que apoiar o Major Vitor Hugo para o governo de Goiás. Como eu ia largar o meu grupo, com o Caiado? Não tinha jeito. Então eu preferi não ser candidato ao Senado”, explicou.

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