Ex-relator da Ficha Limpa apoia impeachment de Dilma

Ex-candidato a vice-presidência de José Serra (PSDB), deputado federal Indio da Costa, do PSD, afirma que situação vivida pelos brasileiros é “triste”

Deputado federal Indio da Costa, ex-relator do Ficha Limpa | Marcello Dantas

Deputado federal Indio da Costa, ex-relator do Ficha Limpa | Marcello Dantas

O deputado federal Indio da Costa (PSD-RJ) disse nesta terça-feira (15) ser favorável ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) caso tramitasse na Câmara dos Deputados, ao comentar a atuação de seu partido no processo de cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“O PSD não tem nada a ver com a presidência exercida pelo Cunha. O PSD é o PSD. Mas cada deputado tem sua convicção e ação. Eu, por exemplo, vou votar favorável ao impeachment de Dilma. Quando se fala de base [aliada], depende o que você quer dizer. Questões éticas e morais não ser misturadas às de política”, disse o ex-relator do projeto de lei da Ficha Limpa em 2010, em entrevista ao Jornal Opção.

No plano nacional, a sigla pessedista compõe a base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT).

Indio avaliou ainda o cenário de crise política pelo qual passa o Brasil. Candidato à vice-presidência na chapa de José Serra (PSDB) em 2014, o parlamentar disse que a situação abre margem para melhorar o ambiente institucional e sócio-econômico do País.

“É um momento triste e de depuração. Mas aqueles que acreditam que toda crise é sinônimo de oportunidade ela está aí. Temos agora um grande oportunidade de melhorar o Brasil. É isso que está acontecendo”, afirmou, em entrevista ao Jornal Opção.

Indio da Costa esteve em Goiânia nesta terça-feira para proferir palestra em seminário de seu partido, no Centro de Convenções de Goiânia.

Ficha Limpa

A atividade de maior repercussão como parlamentar foi a relatoria do projeto de lei da Ficha Limpa, de 2010, e como sub-relator da CPI dos Cartões Corporativos na Câmara dos Deputados.

“Na época, percebi que parte do Congresso ia para lá se proteger dos crimes cometidos fora dele, o que atrapalha a tramitação das leis. Eu tinha projeto semelhante ao da Ficha Limpa, mas ninguém queria relatá-lo. Quando o do juiz Marlon Reis conseguiu as assinaturas e enviou a matéria articulei com Michel Temer [do PMDB, ex-presidente da Câmara] para relatar”, relembrou.

 

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