Ex-prefeito de Goiatuba simulava ações trabalhistas para tirar dinheiro do município, diz PF

Investigações apontaram que Fernando de Vasconcelos atuava com ajuda de advogada e de contador no esquema. Inquérito deve ser concluído em dez dias

Ex-prefeito foi preso preventivamente pela Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (8) | Foto: Reprodução / Facebook

A Polícia Civil (PC) do Estado de Goiás explicou, nesta quinta-feira (9/2), mais detalhes sobre como funcionava o esquema do ex-prefeito de Goiatuba, Fernando Carlos de Vasconcelos, preso na última quarta-feira (8) por suspeita de peculato. De acordo com as investigações, o esquema era extremamente “criativo”.

De acordo com a PC, ele, a advogada Renata Nascimento Araújo Pinto e o contador Gilberto Francisco Silva simulavam a existência de ações trabalhistas contra a Prefeitura de Goiatuba. Os processos incluíam até atas falsas da Justiça do Trabalho narrando acordos trabalhistas inexistentes.

Em seguida, o grupo protocolava as atas na prefeitura e, então, Gilberto determinava a retirada de dinheiro dos cofres públicos. O prefeito autorizava os pagamentos e assinava os cheques. As investigações da operação Dolos tiveram início em 2016 e a previsão de conclusão do inquérito é de 10 dias a partir da última quarta-feira. Ainda não há informações sobre quanto dinheiro o trio movimentou com o esquema.

Esta é a segunda vez que Fernando é acusado de desviar dinheiro dos cofres da prefeitura. Em abril do ano passado, ele foi afastado da Prefeitura de Goiatuba sob suspeita de transferir R$ 4,2 milhões dos cofres do Instituto de Previdência dos Servidores do Município (Goiatubaprev) para o município.

Os três suspeitos foram alvos de mandados de prisão temporária, expedidos pelo Poder Judiciário de Goiatuba. Eles ficarão detidos inicialmente por cinco dias, mas o prazo pode ser estendido por mais cinco dias caso a Justiça entenda ser necessário. Além das ordens de prisão, também foram cumpridos oito mandados de condução coercitiva.

Resposta

O Jornal Opção tentou contato com a defesa de Fernando, mas não obteve resposta.

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