Ex-ministro Geddel Vieira é preso pela Polícia Federal

Prisão foi baseada em depoimentos do delator Joesley Batista e do doleiro Lucio Funaro

Geddel Vieira Lima | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso na tarde desta segunda-feira (3/7) pela Polícia Federal (PF), na Bahia, dentro da Operação Cui Bono. A informação é jornal Estado de São Paulo.

O pedido, apresentado pela PF e pelo Ministério Público Federal, acusa Geddel de atuar para atrapalhar investigações em andamento, ao tentar evitar que o ex-deputado Eduardo Cunha e o corretor Lúcio Funaro firmassem um acordo de delação premiada. Além da prisão preventiva, a Justiça também autorizou a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e bancário de Geddel.

A decisão é do juiz Vallisney  de Souza, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, que solicitou expedição de mandado de prisão preventiva, ou seja, não há previsão para a soltura.

De acordo com o jornal, a prisão foi baseada nos depoimentos do doleiro Lucio Funaro e do empresário e delator Joesley Batista no âmbito da Cui Bono.

A investigação corria no Supremo Tribunal Federal (STF), mas quando Geddel deixou a Secretaria do Governo o caso passou a tramitar na primeira instância.

A Operação Cui Bono, que foi deflagrada em janeiro, investiga a existência de práticas criminosas na liberação de créditos e investimentos por parte de duas vice-presidências da Caixa Econômica Federal: a de Gestão de Ativos de Terceiros (Viter) e a de Pessoa Jurídica. Uma das vice-presidências era ocupada por Geddel.

A investigação é um desdobramento da Operação Catilinárias, deflagrada em dezembro de 2015, no âmbito da Operação Lava Jato, quando policiais federais encontraram um telefone celular na residência do então presidente da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que revelou intensa troca de mensagens eletrônicas entre Cunha e Geddel. A operação tinha a finalidade de evitar que provas importantes fossem destruídas por investigados da Lava Jato.

 

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