Ex-ministro de Bolsonaro chama presidente de “sem-vergonha” e “traidor”

O ex-titular da Secretaria de Governo Federal general Santos Cruz é recém filiado ao Podemos, partido de Sérgio Moro na disputa para a presidência em 2022

O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo Federal, general Santos Cruz (Podemos), afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) é “sem-vergonha” e “traidor”. A declaração foi dada durante participação no programa UOL Entrevista, nesta quinta-feira, 2. “Ele é o grande traidor deste país”, sublinhou o ex-ministro.

Santos Cruz acredita que não houve nenhuma ingenuidade do presidente da República. Para ele, Bolsonaro foi eleito para governar com o discurso de que não haveria mais negociatas com o Congresso Nacional, porém, desde então, o presidente mudou de discurso por “sem-vergonhice” de prometer algo e não cumprir.

Não é à toa que vários outros ministros deixaram o Governo Federal, como ele. É o caso do presidenciável Sérgio Moro, que também é correligionário de Santos Cruz; do ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno, que deixou a Secretaria-Geral; e do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Democratas). “É algo normal. Não tem ilegalidade, a traição está na maneira que foi feita e as características que foram feitas”, comentou.

Ainda de acordo com o ex-ministro, Bolsonaro descaracterizou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), destruiu quase todas as instituições onde teve atuação mais intensa, como o Ministério das Relações Internacionais e o Ministério da Saúde. “É alguém que traiu o discurso dele”, reiterou.

Discurso

“Não se pode considerar que alguém que tem 28 anos de Câmara Federal tinha ingenuidade”, disse o ex-ministro que adotou um tom crítico ao “Orçamento Secreto”, que foi aprovado na última semana. Ele imagina que o melhor cenário de negociações de emendas para o melhor atendimento às políticas públicas e, até mesmo, para o atendimento à população tem que ser transparente e voltado para a população, desde que o benefício chegue, seja entregue e que se consiga canalizar os recursos públicos em benefícios.

“Outra coisa é a otimização do dinheiro público, um dos fundamentos é a transparência absoluta. A imprensa tem que ser investigativa, pode ajudar e muito, tem que ter acesso e acompanhar tudo para que a comunidade local saiba quanto chegou, quanto vai custar e o que será feito. A imprensa, a sociedade e a todos precisam saber o que está acontecendo”, defendeu o general.

Eleições 2022

O ex-ministro é recém-filiado ao Podemos. Ele seguiu o pré-candidato à presidência da República e também ex-ministro Sérgio Moro. O general é cotado para ser candidato ao Senado ou a uma cadeira na Câmara Federal pelo Distrito Federal ou pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Desde a filiação o ex-ministro tem apoiado a pré-candidatura de Sérgio Moro à presidência. Segundo o político, Moro é quem vai diminuir a polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e Bolsonaro. “Os dois atuaram na destruição da democracia”, disse. (Com informações do Portal UOL)

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