Ex-ministro Antonio Palocci é preso na 35ª fase da Operação Lava Jato

Petista é suspeito de ter atuado junto ao governo para beneficiar o Grupo Odebrecht no esquema da Petrobras

Ex-ministro é investigado na Lava Jato a partir de delação premiada | Foto: José Cruz/ ABr

Ex-ministro é investigado na Lava Jato a partir de delação premiada | Foto: José Cruz/ ABr

O ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda Antonio Palocci (PT) foi preso na manhã desta segunda-feira (26/9), durante a 35ª fase da Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal.

A investigação tem como foco o Grupo Odebrecht, principal empreiteira do País, e supostos benefícios financeiros concedidos pelo governo federal de forma ilegal.

Segundo a PF, Palocci teria atuado diretamente dentro das administrações petistas para beneficiar a Odebrecht, no esquema de corrupção na Petrobras.

As equipes policiais estão cumprindo 45 ordens judiciais, sendo 27 mandados de busca e apreensão, 3 mandados de prisão temporária e 15 mandados de condução coercitiva. Aproximadamente 180 policiais federais e auditores fiscais estão envolvidos na operação, que é realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Segundo informações do G1, a investigação sobre Antonio Palocci na Lava Jato surgiram da delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Segundo o petista, em 2010, Alberto Youssef pediu R$ 2 milhões da cota de propinas do PP para a campanha presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O pedido teria sido feito por encomenda do próprio Palocci.

A linha de investigações analisa supostas negociações envolvendo a Medida Provisória 460, de 2009, que tratava de crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além do aumento da linha de crédito da Odebrecht no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um país africano e ainda a interferência em licitação da Petrobras para a aquisição de 21 navios-sonda para exploração da camada pré-sal.

De acordo com a Polícia Federal, “o nome ‘Omertá’ dado à investigação policial é uma referência à origem italiana do codinome que a construtora usava para fazer referência ao principal investigado da fase (‘italiano’), bem como ao voto de silêncio que imperava no Grupo Odebrecht que, ao ser quebrado por integrantes do ‘setor de operações estruturadas’ permitiu o aprofundamento das investigações. A escolha faz referência também à postura atual do comando da empresa, que se mostra relutante em assumir e descrever os crimes praticados”.

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