Ex-gerente da Petrobras garante referência a Lula por parte de Paulo Roberto Costa

Segundo Venina Velosa, ex-diretor da estatal “apontou o retrato do Lula e perguntou se eu queria derrubar todo mundo” quando ela fez denúncias sobre irregularidades

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Venina afirmou ter sido vítima de perseguição | Foto: Luis Macêdo/ Câmara dos Deputados

A CPI da Petrobras ouviu, nesta terça-feira (22/9), a ex-gerente da área de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca. Ela foi à Comissão falar sobre a reação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, à sua denúncia de irregularidades no setor de comunicação da empresa. Segundo ela, Paulo Roberto apontou o retrato do ex-presidente Lula e perguntou se ela queria derrubar todo mundo.

O deputado Bruno Covas (PSDB-SP), que fez a pergunta, questionou se a atitude dele indicaria que Lula e o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sabiam o que estava acontecendo. “Gabrielli estava dentro da Petrobras. Lula eu não posso afirmar”, respondeu ela. Covas insistiu: “Mas Paulo Roberto Costa apontou para o retrato dele?”, ao que Venina respondeu afirmativamente.

Ainda em seu depoimento, ela afirmou que avisou a ex-presidente Graça Foster sobre as irregularidades contratuais na Comunicação e na Engenharia da Petrobrás. Ao responder ao questionamento do deputado Altineu Côrtes (PR-RJ), ela confirmou que conversou com Graça: “Havia irregularidades na área de comunicação da área de Abastecimento e conversei com ela sobre isso. Mostrei um resumo”.

Veninha disse ainda que ficou isolada em uma sala sem computador durante seis meses, sem nenhuma função na empresa. Ela afirmou ter sido afastada de todas as suas funções logo após de fazer as denúncias. A afirmação de Veninha contraria o que disse Graça Foster em depoimento à mesma CPI.

Uma sindicância interna da estatal apontou Venina e o ex-gerente da área de serviços Pedro Barusco como responsáveis por irregularidades em contratos e licitações da empresa. Barusco é um dos delatores da Operação Lava Jato e já admitiu ter recebido US$ 70 milhões em propina entre 1997 e 2013.

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